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Conjuntura

12/03/2018 - 09h21min. Alterada em 12/03 às 13h42min

Mercado financeiro reduz projeção de inflação deste ano para 3,67%

Agência Brasil
O mercado financeiro reduziu pela sexta semana seguida a estimativa para a inflação este ano. A expectativa do mercado para Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desta vez, passou de 3,70% para 3,67%, de acordo com o Boletim Focus, publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), elaborada com base em pesquisa sobre os principais indicadores econômicos.
O mercado financeiro reduziu pela sexta semana seguida a estimativa para a inflação este ano. A expectativa do mercado para Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desta vez, passou de 3,70% para 3,67%, de acordo com o Boletim Focus, publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), elaborada com base em pesquisa sobre os principais indicadores econômicos.
A projeção está mais distante do centro da meta de 4,5%, mas acima do limite inferior de 3%. Para 2019, a estimativa para a inflação caiu, pela segunda semana consecutiva, ao passar de 4,24% para 4,20%, abaixo do centro da meta de 4,25%. Na última sexta-feira (9), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,32% em fevereiro, o menor índice para o mês desde o ano 2000 (0,13%).
Nesse cenário de inflação baixa e economia se recuperando, o mercado financeiro espera que a taxa básica de juros, a Selic, seja reduzida em 0,25 ponto percentual, de 6,75% para 6,50% ao ano, neste mês. A Selic é o principal instrumento do Banco Central para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.
O mercado reduziu ligeiramente as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. A expectativa de alta para o PIB este ano oscilou ligeiramente, de 2,90% para 2,87%. Há um mês, a perspectiva estava em 2,70%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 3,00% pela sexta semana consecutiva. A projeção para a produção industrial de 2018 subiu pela sétima semana seguida, de 3,90% para alta de 3,97%. Para 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial avançou de 3,35% para 3,50% ante 3,08% de quatro semanas antes.
No Focus desta segunda, a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 caiu marginalmente, de 55,10% para 55%. Há um mês, estava em 55,50%. Para 2019, a expectativa no boletim Focus recuou ligeiramente, de 57,70% para 57,60% ante 57,90% de um mês atrás.
A Selic encerrará 2018 em 6,50% ao ano e subirá ao longo de 2019, terminando o período em 8% ao ano, diz o Focus. No câmbio, a mediana das expectativas para o fim deste ano seguiu em R$ 3,30 pela sexta semana seguida. Já o câmbio médio no ano seguiu em R$ 3,28 pela quinta pesquisa consecutiva. Para 2019, a projeção dos economistas do mercado financeiro para o câmbio no fim do ano subiu um centavo, de R$ 3,38 para R$ 3,39, ante R$ 3,39 de quatro semanas atrás.