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Porto Alegre, sábado, 10 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

09/03/2018 - 09h58min. Alterada em 10/03 às 10h40min

Produção da indústria gaúcha tem segunda maior queda em janeiro no País

Já a indústria de automóveis liderou crescimento em janeiro frente ao mesmo mês de 2017

Já a indústria de automóveis liderou crescimento em janeiro frente ao mesmo mês de 2017


JONATHAN HECKLER/JC
A indústria do Rio Grande do Sul teve o segundo maior recuo no indicador nacional sobre produção industrial em janeiro divulgado nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda foi de 3,5% frente a dezembro de 2017. Já no confronto com janeiro do ano passado, o Estado avançou 6,6%. Fabricação de automóveis, reboques e carrocerias chegou a crescer 53,3%, liderando nos setores.
Oito dos 14 locais captados pela Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional (PMI-Regional) tiveram recuo na passagem de dezembro de 2017 para janeiro de 2018. A média da queda nacional foi de 2,4%.
Paraná liderou o grupo de redução na produção, com -4,5%, depois veio São Paulo, com -3,3%. Os demais recuos foram no Ceará (-2,2%), Rio de Janeiro (-2,1%), Região Nordeste (-1,1%), Espírito Santo (-0,9%) e Santa Catarina (-0,1%). De acordo com o IBGE, houve avanços no Pará (7,3%), Amazonas (7,1%), Goiás (2,4%), Pernambuco (1,5%), Minas Gerais (1,4%) e Bahia (0,9%).
Na comparação com janeiro de 2017, o setor industrial cresceu 5,7%, com alta em 11 dos 15 locais pesquisados. Amazonas cresceu 32,7%, seguido por Pará (14,1%) e Santa Catarina (10,9%). Setores de bebidas e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, no primeiro local; de indústrias extrativas, no segundo; e de metalurgia, produtos alimentícios, produtos têxteis, produtos de metal e confecção de artigos de vestuário e acessórios, impulsionaram o resultado.
São Paulo avançou 7,5%. A média  nacional ficou em 5,7%. Também tiveram avanços Bahia (5,6%), Rio de Janeiro (5,1%), Ceará (4,9%), Minas Gerais (4,0%), Goiás (3,0%) e Região Nordeste (0,4%). Espírito Santo (-7,8%) apontou o maior recuo em janeiro de 2018, pressionado, em grande parte, pelo comportamento negativo vindo dos setores de metalurgia, de indústrias extrativas e de produtos de minerais não metálicos. Os demais resultados negativos foram registrados em Pernambuco (-2,4%), Paraná (-1,8%) e Mato Grosso (-0,4%).

Setor automotivo tem melhor desempenho no RS

O principal impacto positivo sobre o total da indústria gaúcha foi observado no ramo de veículos automotores, reboques e carrocerias, com alta de 53,3%. O desempenho foi impulsionado pela maior fabricação de automóveis e carrocerias para ônibus. Também tiveram avanços bebidas (18,7%), produtos de metal (9,9%) e produtos alimentícios (2,3%) - neste caso pelo aumento na fabricação de vinhos de uva, refrigerantes, cervejas e chope.
Por outro lado, as principais influências negativas sobre o total da indústria estadual foram assinaladas pelos setores de produtos do fumo (-22,3%), com menor fabricação de cigarros. Metalurgia recuou 7,8% devido à menor demanda de fio-máquina de aços ao carbono e vergalhões de aços ao carbono. Móveis tiveram queda de 3,2% com menor demanda em modulados de madeira para cozinhas, armários de madeira para uso residencial, partes e peças de metal para móveis e armários embutidos ou modulados de madeira de uso residencial, segundo o IBGE.
Com agência Estado
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Comentários
Nicholas Saut 09/03/2018 12h49min
Não entendo o porquê da queda na produção brasileira, praticamente em todo o país. A poucos dias li a notícia, em todos os jornais, que haveria uma recuperação milagrosa do Brasil e a retomada do crescimento estava em franca recuperação.nNão era verdade?