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Porto Alegre, segunda-feira, 05 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Comércio exterior

Notícia da edição impressa de 06/03/2018. Alterada em 05/03 às 23h00min

Brasil vai à OMC contra barreiras à compra de aço

O governo brasileiro protestou ontem, na Organização Mundial do Comércio (OMC), contra os planos do governo de Donald Trump de impor novas tarifas contra a importação do aço. Brasília pediu que a Casa Branca repense sua decisão.
Na semana passada, Trump indicou que iria elevar a tarifa de importação de aço e alumínio em 10% e 25%. O anúncio levou vários governos a alertar sobre uma eventual retaliação.
Falando durante uma das principais reuniões da OMC, representantes do Itamaraty insistiram que o sistema "não vive tempos normais" e que a entidade "enfrenta sérios desafios, mesmo existenciais". Sem citar nominalmente os EUA, o governo brasileiro deixou claro sua frustração. "No centro da ameaça está o protecionismo", disse. "O recente anúncio unilateral, por um importante membro, leva essa ameaça a um novo patamar", disseram,.
"Temos profundas preocupações sobre as implicações sistêmicas, o que poderia levar a sérias consequências que não seriam de interesse de ninguém", afirmou um representante do Brasil, numa alusão a uma guerra comercial. "Pedimos a esse membro que reconsidere sua decisão", afirmaram os representantes do Itamaraty.. O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse que a sobretaxação às importações de aço e alumínio será prejudicial ao País.
"Será prejudicial ao Brasil e a todo o mundo, inclusive ao próprio Estados Unidos." Goldfajn, contudo, acredita que, dependendo da reação dos países exportadores, é possível que a gestão Trump volte atrás. Segundo ele, os EUA já voltaram atrás em decisões anteriores por conta de retaliações. Durante o encontro da OMC, Europa, Japão e outras delegações também criticaram as medidas norte-americanas.

Centrais criticam medida do governo norte-americano

Centrais sindicais e sindicatos de metalúrgicos realizaram um protesto ontem em frente ao Consulado dos Estados Unidos na capital paulista contra a decisão do governo norte-americano de elevar as tarifas de importação sobre o aço e o alumínio.
O ato aconteceu no final do período da manhã e contou com a presença de CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central, CSB e Conlutas, bem como o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, de São José dos Campos e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aéreos.
Além do carro de som, os manifestantes levaram uma bandeira mostrando o presidente dos EUA, Donald Trump, fantasiado de conde Drácula. Segundo Miguel Torres, presidente da Confederação Nacional de Trabalhadores Metalúrgicos, o objetivo do ato é começar a chamar a atenção da opinião pública para essa "tijolada" anunciada pelo governo norte-americano.
"A cadeia do setor de aço e alumínio tem cerca de um milhão de trabalhadores, e o principal comprador (externo) são os EUA. Então, na pior das hipóteses, essa medida poderia resultar em cerca de 300 mil, 350 mil demissões", afirmou Torres, que participou da manifestação desta segunda.
Segundo o dirigente, as centrais tentam agora uma audiência com o Itamaraty para agilizar a interlocução com o governo. "O nosso governo tem que, no mínimo, defender os interesses do País, os nossos empregos. Queremos que o governo agilize essa conversa (com os EUA) ou então entre com uma denúncia na Organização Mundial do Comércio (OMC)", completou Torres.
Ontem, o presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Paul Ryan, expressou preocupação com o plano do presidente Donald Trump de tarifar as importações de aço e alumínio.
"Estou extremamente preocupado com as consequências deste plano e pedirei à Casa Branca que não avance com essa ideia", disse Ryan, em comunicado à imprensa. Na avaliação de Ryan, a tarifação de 25% das importações de aço e de 10% de alumínio pode atrapalhar o crescimento americano. "A reforma tributária impulsionou a economia, e nós certamente não queremos ameaçar esses ganhos", afirmou.
O movimento protecionista cumpre uma promessa de campanha de proteger os fabricantes norte-americanos, mas republicanos que defendem o livre mercado e parceiros comerciais dos EUA estão alertando que isso pode provocar uma guerra comercial. A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, ligou para Trump no domingo para registrar seu desagrado com a ação.
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