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Porto Alegre, segunda-feira, 19 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Colunas

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 19/03/2018. Alterada em 18/03 às 21h30min

Caravana de Lula

As atividades da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), buscando maior aproximação com a população, começam hoje, no Rio Grande do Sul, por Bagé, com uma visita ao Campus da Unipampa. Nos cinco dias em que permanecerá em solo gaúcho, Lula percorrerá diferentes regiões do Estado, passando por 10 cidades: Bagé, Santana do Livramento, Santa Maria, São Borja, São Miguel das Missões, Cruz Alta, Palmeira das Missões, Ronda Alta, Passo Fundo e São Leopoldo. O roteiro combinará visitas a locais símbolos de políticas públicas dos governos federais petistas e atos temáticos. De acordo com o presidente do PT gaúcho, o deputado federal Pepe Vargas, o roteiro também vai reforçar a mobilização dos Comitês Populares em Defesa da Democracia e do Direito de Lula ser candidato.
Momento histórico
A deputada federal gaúcha Maria do Rosário (PT) lembra que "todas as pesquisas indicaram que a mobilização realizada em 24 de janeiro foi bem compreendida no Rio Grande do Sul e na Região Sul". Na avaliação da deputada, "a população entendeu que se trata de uma injustiça o que está acontecendo com o Lula, não é um julgamento normal. E ele cresceu muitos pontos na pesquisa". Segundo Maria do Rosário, "a caravana vem neste sentido, é um momento histórico, é um momento difícil para o Brasil em todos os sentidos, na dimensão social, econômica e política". Para a parlamentar petista, "o que há de positivo ainda na política é esta disposição do presidente Lula, que está em contato direto com a sociedade".
No meio da população
Para a petista, Lula "é um dos poucos líderes políticos que, depois de toda a trajetória dele, mesmo com todo ataque que ele sofre, ainda guarda essa condição; ele tem essa condição de estar aí, no meio da população, o que é um fenômeno, sem dúvida, isso é muito próprio do Lula". O ex-presidente visitará as cidades, e o foco é mostrar o que ele fez na educação, com universidades e institutos federais, na agricultura familiar e nos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras.
Governo do Estado
Maria do Rosário crê que a presença de toda a força petista, no Sul, vai fortalecer o PT. "O Miguel Rossetto é o nosso candidato a governador e já está acompanhando muito de perto toda essa caravana, então isso reflete, certamente, na sua campanha, mas também na do Paulo Paim à reeleição como nosso senador, e mesmo na bancada geral. Acredito que o presidente também tem valorizado muito a bancada e vem se fortalecendo." Quanto aos nomes ao Planalto, a parlamentar disse que o partido foca em Lula. "Nós, inclusive, interditamos esse debate dentro do PT, porque acreditamos que a candidatura do Lula é um direito dele e dos brasileiros e das brasileiras que querem votar nele. E, portanto, como avaliamos que as decisões judiciais estão sendo tomadas como decisões políticas, resolvemos fincar pé." Por fim, a deputada também insiste na inexistência do chamado "Plano B": "não é que não tenhamos outros nomes para disputar no mesmo plano, mas não como o Lula", enfatiza Maria do Rosário. Ela disse: "teríamos outros nomes, certamente, para disputar no mesmo plano das candidaturas que estão colocadas, com todo respeito às demais dos outros partidos. Mas decidimos que não, que Lula é o nosso candidato até a urna; e não vamos abrir mão mesmo. Porque, se abríssemos mão, estaríamos resolvendo um problema que o Judiciário tem colocado".
 
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Comentários
Sergio Oliveira 19/03/2018 11h06min
Fernando Gabeira em 1994 era do PT, e na caravana (a 4ª feita no Brasil) do Lula no RS desempenhou a função de uma espécie de Pero Vaz de Caminha da mesma; em Vento Sul, espécie de diário da referida caravana, denominada Viagem ao coração do Brasil, escreveu em 18.02.1994:nAlegrete é terra de Osvaldo Aranha. Lula não se referiu a ele. Mais tarde passará em São Borja e está disposto também a não falar em Getúlio Vargas. Lula acha demagogia visitar o túmulo de Vargas sem ter afinidade histórica com ele.nIsto fez com que Almir Pazzianoto escrevesse o texto O Esquecido de São Borja, detonando com Lula.nDepois, quando Brizola foi vice dele em 1998, sendo humilhado, a meu ver, pois na maioria das propagandas dos candidatos do PT, pelo menos nas publicadas nos jornais Zero Hora e Correio do Povo, aqui do RS, eles não colocaram o nome dele como vice, e o levou à São Borja, a partir daí, principalmente quando chegou ao governo, começou a se comparar com Getúlio.n