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Porto Alegre, quarta-feira, 28 de março de 2018.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Petróleo

Notícia da edição impressa de 29/03/2018. Alterada em 28/03 às 17h43min

Verba distribuída pela Petrobras cresce 50%

Dois fatores explicam a melhora na performance da estatal: o preço do barril de petróleo, que voltou a subir, e o campo de Lula (foto), no pré-sal da Bacia de Santos, em São Paulo

Dois fatores explicam a melhora na performance da estatal: o preço do barril de petróleo, que voltou a subir, e o campo de Lula (foto), no pré-sal da Bacia de Santos, em São Paulo


/GABRIEL RIBEIRO/AGÊNCIA PETROBRAS/DIVULGAÇÃO/JC
Depois de dois anos de crise, o petróleo voltou a engordar o caixa de estados, municípios e União. Em 2017, os recursos que a Petrobras distribuiu para o poder público como compensação financeira pela exploração da commodity cresceram 50% em relação a 2016. Foram repassados R$ 25,2 bilhões. Dois fatores explicam o aumento: o preço do barril da commodity, que voltou a subir, e o campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos, que assumiu o posto de maior produtor no País.
Nos primeiros meses de 2018, o barril oscilou entre US$ 60 e US$ 70, o que é motivo de comemoração pela indústria e governos, que preveem resultados ainda melhores neste ano. Em 2014, antes de iniciar a trajetória de queda, o barril estava cotado na casa dos US$ 100 - chegou a US$ 30 em 2015. Nos dois anos de baixas cotações, toda indústria petroleira e as economias dependentes do petróleo foram obrigadas a cortar despesas e a se reinventar.
Os fatores externos foram importantes, mas contaram com o empurrão do pré-sal. Passados 11 anos desde que foi descoberto, o campo de Lula, na Bacia de Santos, assumiu o protagonismo antes ocupado pelas grandes áreas produtoras da Bacia de Campos, como Marlim e Roncador, hoje em declínio.
Por causa de Lula, a Petrobras também ganhou importância no mercado internacional. A empresa passou a exportar mais petróleo, de melhor qualidade e, por isso, mais caro. As demonstrações contábeis de 2017, divulgadas no dia 15 deste mês, demonstram que o volume de óleo vendido no exterior cresceu 32% em um ano e que essa foi a principal influência positiva no resultado financeiro.
Passou a ser mais vantajoso para a petroleira exportar a matéria-prima do que processá-la e produzir gasolina e óleo diesel em suas refinarias, para vender no Brasil. Com isso, ganhou espaço no exterior, mas perdeu participação interna para importadores de combustíveis.
A área de Lula foi a primeira grande descoberta da estatal no pré-sal. Por ser pioneira, foi contratada ainda sob o regime de concessão, como qualquer outro reservatório de fora do pré-sal. Os contratos que vieram depois foram feitos sob o regime de partilha, que privilegia os repasses à União em detrimento dos municípios. Por isso, Lula é um "tesouro" para os municípios localizados em sua área geográfica de influência - Maricá e Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Os repasses são feitos basicamente de duas formas: por meio dos royalties e de participações especiais. O primeiro é uma forma de remunerar a sociedade pela exploração de recursos não renováveis. O segundo é uma compensação financeira extraordinária, que incide apenas sobre grandes volumes de produção, como é o caso do campo de Lula.
O presidente da Petrobras, Pedro Parente, demonstrou interesse nas áreas que vão ser oferecidas na 15ª Rodada de Licitações, nesta quinta-feira (29). Sobre os blocos com características de pré-sal, Parente afirmou que são campos que podem ter um interesse importante. "Mas temos que aguardar o leilão."
 
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