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Porto Alegre, quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Investigação

Notícia da edição impressa de 28/02/2018. Alterada em 28/02 às 08h15min

Dodge quer incluir presidente Temer em investigação

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ontem ao ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin que inclua o presidente Michel Temer (PMDB) no rol de investigados de um inquérito aberto no ano passado para apurar supostos repasses da Odebrecht ao PMDB em 2014.
O caso se refere a um jantar no Palácio do Jaburu em maio daquele ano, no qual teria sido acertado o repasse ilícito de R$ 10 milhões. Hoje são alvos desse inquérito os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), ambos do PMDB. Na época de abertura da investigação, o então procurador-geral, Rodrigo Janot, entendeu que a Constituição proibia investigar o presidente por supostos crimes anteriores ao mandato.
Dodge discordou desse entendimento. Para ela, o presidente só "não poderá sofrer responsabilização em ação penal enquanto durar seu mandato", mas pode ser investigado. "Considero necessário tratar da ampliação do rol de investigados neste inquérito para incluir o senhor presidente da República Michel Temer, por considerar que a apuração dos fatos em relação ao presidente da República não afronta a Constituição", escreveu Dodge.
Ela destacou que é preciso fazer uma investigação o máximo possível próxima dos fatos, para evitar que testemunhas se esqueçam de detalhes e registros e filmagens sejam descartadas. "Os fatos narrados e os elementos de corroboração que trouxeram reclamam investigação imediata." O Planalto informou que o presidente não comentará o caso. Padilha e Moreira Franco têm negado as acusações.
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