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Porto Alegre, domingo, 18 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Eleições 2018

Notícia da edição impressa de 19/02/2018. Alterada em 18/02 às 21h10min

Pré-candidatos criam 'carimbo fake news'

Partidos e pré-candidatos à corrida presidencial criaram "carimbos de fake news" para classificar o que chamam de notícias falsas ou ataques pessoais. Os nomes mais cotados para a disputa eleitoral já têm em seus respectivos sites ou páginas do Facebook seções para desmentidos. Nem sempre, porém, o foco é exclusivamente informações comprovadamente falsas.
No site do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, há uma seção chamada "Desmentindo Falácias". Ela tem sido usada pelo staff do candidato para rebater ou contestar informações, como a de que o deputado teria recebido R$ 200 mil em doações da Friboi, na campanha de 2014.
O texto no site de Bolsonaro é esse: "Na campanha eleitoral de 2014, o Partido Progressista, deliberadamente e sem meu consentimento, depositou o valor de
R$ 200.00,00 em minha conta eleitoral, a título de repasse de doação feita pela JBS - S.A. (Friboi) ao Diretório Nacional. Infelizmente, por má-fé de alguns ou desconhecimento, apenas parte da prestação de contas disponível no site do TSE tem sido exposta com o claro intuito de comprometer minha conduta". A assessoria do deputado foi procurada, mas não se manifestou.
Embora tendo a condenação confirmada pelo Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda aparece em primeiro lugar nos levantamentos sobre a intenção de votos do eleitor. Na página do Instituto Lula, existe uma seção para desmentir mitos como aquele que diz que Lula teria aparecido na capa da revista Forbes como o homem mais rico do Brasil ou o boato de que ele já estivesse morto.
O site do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), também tem um espaço chamado "Anti-fake News". "A seção tem como objetivo desmentir, com fatos, o que é publicado de mentiroso nas redes", afirmou um dos responsáveis pelo site, Daniel Sampaio. "É um tema bastante complexo. Às vezes, o desmentido pode dar mais visibilidade para uma mentira. Então, avaliamos caso a caso se é necessário desmentir. Se é uma fake news que só circula em um nicho muito de direita ou muito de esquerda, na maioria das vezes, não interferimos."
 
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