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Porto Alegre, terça-feira, 27 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 28/02/2018. Alterada em 27/02 às 21h40min

Consciências de aluguel

Vitor Augusto Koch
Duas questões importantes para o Brasil no momento. A reforma da Previdência e as emendas parlamentares. No primeiro caso, por conta da histórica má gestão dos recursos previdenciários, caso as regras de aposentadoria não mudem, o sistema brasileiro vai simplesmente se esfarelar em poucos anos. Na questão das emendas parlamentares, elas são providenciais para ajudar em políticas públicas microrregionais ou até municipais, que, em tese, escapam do radar de percepção da administração federal.
O problema é quando uma coisa fica condicionada a outra. Nos referimos especificamente à oferta explícita do presidente Michel Temer de liberar R$ 30 bilhões em emendas parlamentares, condicionando isso ao voto favorável para a reforma previdenciária.
Em outras palavras, os legisladores brasileiros oficializam que abrem mão de sua consciência, de seus posicionamentos pelos quais foram eleitos, em nome de um clientelismo, voltado para garantir votos nas próximas eleições. Esta liberalidade de consciência, se pode servir à reforma previdenciária, também pode ser útil para outros temas menos nobres, como a manutenção da imunidade parlamentar, por exemplo. Está errado quem oferece e quem aceita dinheiro dessa forma. Tal situação mostra, sobretudo, que os parâmetros éticos foram jogados na lata do lixo da vida política brasileira.
Quem quiser delinear esta consideração de ingênua, pode ficar à vontade. É improvável que tais posturas realmente conduzam o Brasil a uma situação estruturalmente melhor.
As eleições de outubro se aproximam rapidamente, e teremos a oportunidade de redirecionar a história do nosso País. Para isso, precisamos rapidamente amadurecer alguns princípios éticos que orientem basicamente a noção do certo e errado na política.
Presidente da FCDL-RS
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