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Porto Alegre, terça-feira, 27 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 28/02/2018. Alterada em 27/02 às 21h38min

Reforma sem perda de direitos

João Derly
Sempre fui contra o modelo de reforma da Previdência proposto por Michel Temer (PMDB). Por isso, comemoro o fato de ela ter sido barrada.
É importante salientar, porém, que o Brasil precisa, sim, rever o seu modelo de Previdência e que este deve ser, por honestidade com o povo, um dos pontos fundamentais dos debates que envolverão a eleição presidencial de outubro. Temer retirou a reforma da Previdência da pauta por não ter força para impô-la. Apesar de ter utilizado artimanhas nem sempre morais para conquistar os votos dos deputados, era nítida a sua desvantagem.
Ele iria perder a queda de braço, graças à mobilização do povo, que era e é frontalmente contra a reforma, tirou a pauta da mesa e desfraldou a bandeira da segurança para tentar salvar o final do governo.
Mas é preciso que o eleitor fique atento. Fazer um debate sobre a Previdência é uma necessidade que o futuro impõe. É preciso cobrar que os candidatos à presidência falem clara e abertamente sobre que tipo de mudança cada um deles projeta. Transparência e honestidade na campanha podem garantir ao sucessor de Temer algo que ele jamais teve: legitimidade para tocar as reformas.
Mas há uma série de medidas que devem ser tomadas antes. Proponho, primeiramente, que seja feita uma auditoria honesta nas contas da Previdência. Urge a busca de fraudadores e de benefícios irregulares que, segundo projeções, consomem mais de R$ 56 bilhões anualmente. Além disso, é preciso buscar sonegadores e grandes devedores, lista da qual constam grandes empresas, além de examinar a longa relação de desonerações concedidas a empresas de vários segmentos que sangram o sistema em mais algumas dezenas de bilhões.
Enfim, Temer, que se aposentou com 55 anos garantindo, até o fim da sua vida, rendimentos de mais de R$ 30 mil mensais, queria impor um sistema previdenciário injusto e acabou derrotado. Agora, temos que exigir do próximo presidente um modelo que garanta uma Previdência sustentável, justa e sem perda de direitos.
Deputado federal (Rede)
 
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