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Porto Alegre, quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 21/02/2018. Alterada em 20/02 às 21h45min

Engenharia da resiliência e a segurança

Marcelo Costella
Termo ainda pouco difundido, a engenharia de resiliência aparece como um novo paradigma para o estudo da segurança, propondo um entendimento de como as pessoas reagem frente à pressão. É uma forma diferente de se pensar em áreas como a saúde e a segurança em organizações privadas. Levando em consideração os recursos e tempo finitos para o desenvolvimento de medidas e soluções, esse movimento defende a adaptação por parte dos indivíduos que coabitam com possíveis problemas. Em um momento histórico da trajetória brasileira, mais do que nunca, é preciso pensar em alternativas que proponham uma melhoria para o dia a dia nas cidades e dos negócios privados. Esse conceito aparece como uma alternativa frente às abordagens tradicionais, pois não analisa somente as falhas, mas também os sucessos. Neste aspecto, observa-se que as instituições funcionam em cenários complexos, exigindo que as pessoas se ajustem e se adaptem nas atividades que desempenham para responder adequadamente as variabilidades e as tomadas de decisões. Compreendendo essa realidade, os gestores conseguem identificar o que influencia o trabalho das equipes, tendo consciência sobre os fatores que impactam no cumprimento das metas organizacionais.
Sob a perspectiva do desempenho humano, a engenharia de resiliência afirma que não é correto limitar a investigação de incidentes ao papel dos erros humanos, e sim devem ser consideradas as condições que conduziram a esse resultado. Compreender as causas junto a sistemas complexos, buscando resiliência, identificando falhas e circunstâncias pelas quais os mesmos ocorrem, ou venham a ocorrer, é primordial. A abordagem sistêmica dos acidentes de trabalho é uma tendência na qual a visão da atribuição de culpa em relação a eles é transferida para um contexto em que o erro humano não é mais a causa raiz desses, porém continua sendo avaliado. A concepção de uma única causa raiz geradora dessa situação deixa de ser considerada.
Professor de Pós-Graduação em Engenharia Civil
 
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