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Porto Alegre, quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 21/02/2018. Alterada em 20/02 às 21h45min

A cor tem sexo na terceira realidade

Ana Cecília Romeu
A realidade é um exercício de invisibilidades. Há um tanto que se funde integrando-se à paisagem a se tornar legítimo. As cores têm sexo: rosa às meninas, azul aos meninos. Mas "la vie n'est pas rose", a vida não é cor-de-rosa; e, sim, tão magnífica que abraça todas as cores, incluso o preto e branco, quando se atribui o choro a uma fraqueza, e meninos são criados para serem fortes. O pai tem a tutela da filha e a passará ao futuro genro, e essa "herança" é alimentada como normal e engole os sonhos futuros das meninas. E também quando a filha é presenteada com o boneco bebê, ou a cozinha com os utensílios. A menina é uma futura mulher que deverá cumprir-se como mãe e esposa.
Quando vivemos a monarquia como uma terceira realidade que se mescla ao virtual e ao real, se passa a almejar o universo dos príncipes e princesas, porque não basta ser criança.
Quando as divas são escolhidas pela sensualidade forçada, a ignorar que há coisas que são espontâneas e não se vendem.
Meu brinquedo favorito na infância era a coleção de carrinhos. Meu mundo cabia todo ele naqueles 4 cm de cada automóvel; e no bagageiro flexível de 1 cm, todas minhas malas e viagens. Preferia os carrinhos e era incentivada por isso. Porque o ir e vir é um direito, uma necessidade e projeto de independência para todos nós. E apenas quando ressurgem figuras midiáticas que escancaram o que parecia escondido, isso é causa de indignação e inconformidade. Talvez não exista mesmo a Bela da Tarde, seja apenas coisa do vendedor de ilusões. A nossa vida e tudo o que cabe nela, esse sim é o grande legado a ser repaginado quando necessário. Somos mulheres e homens à procura do protagonismo, aquele de verdade!
Publicitária e escritora
 
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