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Porto Alegre, domingo, 18 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 19/02/2018. Alterada em 18/02 às 20h14min

Buracos são problema crônico em Porto Alegre

A situação dos buracos que se multiplicam em vias de Porto Alegre caiu na vala da crise financeira. E a prefeitura só tem a perder com essa falta de agilidade em esboçar um plano de ação para a prestação de serviços de manutenção. E não apenas nessa área, mas em capina, podas, iluminação, limpeza de bocas de lobo entre outros setores emblemáticos. Diga-se: a prefeitura perde credibilidade e, principalmente, dinheiro em um período de vacas mais do que magras.
Isso porque, em muitos casos, gasta-se mais de uma vez para resolver um problema. É o caso do próprio asfalto. Tapar buracos deveria ser um paliativo, mas virou regra em Porto Alegre, prorrogando um problema que prejudica a circulação em diferentes bairros da cidade.
É claro que o povo quer saúde, educação e limpeza urbana, mas também, na falta disso, quer poder ao menos se deslocar ao trabalho com tranquilidade. Quer poder entrar em um ônibus, na maioria sem ar-condicionado, sujos, superlotados e desconfortáveis, ou seu veículo particular, e não precisar se preparar a cada esquina para um solavanco brusco, um desvio repentino e acabar com mais um problema, desta vez na coluna. Tem até aniversário para buraco. E a situação não se restringe a bairros mais periféricos, está por zonas nobres e centrais da cidade, onde moradores se organizam, colocam placas e balões para marcar os meses e até mesmo anos de espera por uma solução.
A sorte deste verão tem sido a ocorrência de poucas chuvas, porque se assim já está ruim, imagina com mau tempo como estariam as panelas nas vias da cidade. As operações tapa-buraco apenas amenizam o caos, pois não há recuperação efetiva de pavimento ao simplesmente tapar o buraco com material novo, com uma aplicação precária e uma compactação ineficiente. O que a cidade necessita é de um plano de recapeamento asfáltico, que contemple primeiro as vias principais, de maior trânsito e, depois, se alongue aos bairros.
Censo comum em muitas rodas de conversas é o fato de os políticos se valerem da memória curta dos eleitores e, no último ano de governo, asfaltar, capinar, pintar os meios fios e tudo ficar prontinho. O asfalto chega, e é o que o povo quer. Está pronto o caminho à campanha de reeleição. A administração do prefeito Nelson Marchezan Júnior entrou no segundo ano. Está chegando a hora de agir, de colocar em prática o que foi prometido na campanha.
Em julho de 2017, a prefeitura de Porto Alegre divulgou com destaque a retomada da operação tapa-buracos, porém as ações não duraram mais do que três meses. Desde o começo de outubro, a divulgação semanal das atividades do programa deixou de ocorrer, dificultando o acompanhamento e indicando a falta de novos reparos. À época, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana atribuiu a queda acentuada de ritmo à falta de insumos, causada por atrasos no pagamento da prefeitura aos fornecedores. Uma sucessão de erros que traduzem a omissão por parte do poder público.
Entre as promessas de Marchezan no período eleitoral estava melhorar a pavimentação com gestão do dinheiro público. Em janeiro de 2017, logo após assumir, apresentou o balanço da situação financeira do município e apontou déficit de 1,3 bilhão para aquele ano, classificando a situação financeira de "complicada". É certo que o prefeito está tentando organizar a casa, está buscando remanejar e otimizar recursos. Mas e a captação? De onde surgirão verbas para sanar os principais problemas estruturais da cidade?
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