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Porto Alegre, quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 16/02/2018. Alterada em 15/02 às 22h20min

Bitcoin, etherum são moedas mesmo?

Eduardo Cairoli
Vivemos uma era em que a velocidade da disrupção é assustadora, apresentando oportunidades e armadilhas, como as criptomoedas. O Bitcoin foi concebido em 2008 por um inventor anônimo conhecido pelo pseudônimo de Satoshi Nakamoto. Desde lá, foram criadas mais de 2.000 criptomoedas, com um valor de mercado de USD 200 bi.
A infraestrutura que baseia o Bitcoin e demais moedas é o Blockchain. Diferente da maioria das redes, centralizadas, Blockchain é uma rede pública distribuída e seu data base pode ser mantido por cada membro. Ocorrendo novas transações, os dados são rapidamente verificados e incorporados à rede.
As novas moedas digitais e projetos envolvendo blockchain são financiados por meio de ICOs (Initial Coin Offering). Os ICOs levantam capital a partir de criptomoedas, aumentando sua demanda. Apesar de muitos ICOs serem utilizados para projetos legítimos, outros tantos foram fraudulentos.
No ano anterior ao pico as bolhas do Nasdaq (2001) e Tulipas (1637), subiram, respectivamente, 109% e 485%, enquanto Bitcoin e Etherum, 2.292% e 10.722% nos 12 meses anteriores ao pico em 2017. A boa notícia é que enquanto o marketcap das ações de tecnologia representava 101% do PIB dos EUA e 31% do PIB mundial em 2000, todas as criptomoedas juntas somam 3,2% do PIB dos EUA e 0,8% do PIB mundial.
Para ser reconhecida como moeda, qualquer criptomoeda teria que atingir três importantes critérios: ser usada como meio de troca; servir como unidade de valor e como reserva de valor.
Bitcoin é um meio ineficiente de troca. O custo de transação é elevado, o processamento leva entre 10 a 20 minutos, podendo ir até 18 horas, e não é predominantemente aceito. Bitcoin não é unidade de valor confiável, com volatilidade chegando a oito vezes a das ações dos EUA. A unidade de valor utilizada como reserva deve preservar a riqueza.
Apesar da desconfiança sobre o atual ecossistema de criptomoedas, é provável que, com o tempo, haja uma evolução para um modelo em que as moedas digitais dos bancos centrais devam prevalecer.
CEO da Privatto Investimentos
 
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