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Porto Alegre, domingo, 25 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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Síria

Notícia da edição impressa de 26/02/2018. Alterada em 25/02 às 22h30min

Após ONU aprovar cessar-fogo, sete pessoas morrem em ataques

Horas após o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovar um cessar-fogo na Síria, pelo menos sete pessoas morreram no domingo, nos bombardeios feitos pelas forças do presidente Bashar al-Assad contra o enclave rebelde de Ghouta Oriental, que fica próximo a Damasco. Entre os mortos, estavam duas crianças, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. Desde o início dos ataques contra e região, no dia 18 deste mês, 519 civis já foram mortos - sendo 127 crianças.
A resolução não estabeleceu uma data para a trégua entrar em vigor. Logo após a votação, o embaixador russo, Vassily Nebenzia, disse que não era possível esperar um cessar-fogo imediato. Ele afirmou, ainda, que, para a trégua funcionar, os rebeldes também precisam interromper as hostilidades. Moscou é um dos principais aliados de Assad dentro da guerra civil que assola o país desde 2011.
Por isso, a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Emmanuel Macron telefonaram ontem para o presidente russo Vladimir Putin e pediram que ele pressione o governo sírio a cumprir a trégua e permitir a entrada de ajuda humanitária na região.
Ativistas dizem que aviões e helicópteros russos estão sendo usados no bombardeio contra Ghouta Oriental (região formada por uma série de cidades-satélites e fazendas a Leste de Damasco), que está sob cerco das forças oficiais desde 2013, quando Assad foi acusado de usar gás sarin em um ataque ao local, matando cerca de 1,3 mil pessoas - o governo nega o emprego da arma química.
Cerca de 400 mil pessoas vivem no local, a última área sob controle dos rebeldes nas proximidades da capital. O governo sírio afirma que tem como alvo apenas terroristas que controlam a região e que não visa à população civil.
Ontem, o Irã - que também apoia Assad - afirmou que a trégua não inclui a atual ação em Ghouta Oriental. "Partes dos subúrbios de Damasco que estão sob controle de terroristas não são parte do cessar-fogo, e as operações de limpeza continuarão lá", afirmou o general iraniano Mohammad Baqeri.
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