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Porto Alegre, quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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Estados Unidos

Notícia da edição impressa de 15/02/2018. Alterada em 15/02 às 00h49min

Ataque a tiros deixa pelo menos 17 mortos em escola na Flórida

Pelo menos 17 pessoas foram mortas por um atirador que invadiu, nesta quarta-feira, uma escola de ensino médio em Parkland, na Flórida, a 70 quilômetros ao norte de Miami, numa região que concentra migrantes brasileiros. Quinze morreram no local, e dois no hospital. Outras 14 pessoas foram hospitalizadas com ferimentos.
O consulado do Brasil em Miami informou que brasileiros estudam na escola, mas nenhum está entre as vítimas. Um ex-aluno de 19 anos foi preso como suspeito cerca de duas horas após a polícia acorrer ao local. Ele foi identificado como Nicolas de Jesus Cruz. Um estudante disse à Fox News que Cruz era um "aluno problema". "Todo mundo previu isso", afirmou. "Uma estudante disse à minha filha que viu corpos por todo o lado e sangue por todo o lado", afirmou à CNN Caesar Figueroa, pai de aluna.
Cerca de 3 mil alunos frequentam o colégio Marjory Stoneman Douglas. Parkland, com 31 mil habitantes, fica entre as cidades de Boca Raton e Fort Lauderdale, destino de migrantes brasileiros de todos os estratos sociais. A Flórida reúne a terceira maior comunidade brasileira nos Estados Unidos, de 250 mil pessoas.
O incidente ocorreu no horário de saída do colégio, pouco antes das 15h (18h de Brasília). O atirador foi detido na cidade vizinha de Coral Springs, onde se entregou.
A escola ainda estava isolada no final da tarde. Imagens de televisão mostravam os estudantes saindo em fila, com as mãos sobre a cabeça, e ambulâncias no local. Até as 21h, a polícia não sabia se havia mais pessoas escondidas ou feridas nos prédios. Há relatos de professores e adolescentes baleados e mortos.
"É catastrófico. Realmente não há palavras", afirmou o xerife Scott Israel. A filha de Figueroa se refugiou em um armário com outros 10 estudantes, depois que ouviu tiros e um vidro da sala de aula se quebrar, segundo contou seu pai à CNN. A professora Melissa Falkoswki também se abrigou num armário, com outros alunos, e disse que viu pelo menos três corpos na saída da escola.
"A nossa inépcia em resolver esse problema é inaceitável. A nossa sociedade falhou com essas pessoas hoje", afirmou ela à CNN. "Achei que fosse um treinamento de incêndio", contou Ryan Gott, de 15 anos. Segundo alguns relatos, o atirador teria acionado o alarme para provocar confusão.
Parte dos estudantes se abrigou num supermercado em frente ao colégio. A Marjory Stoneman Douglas realiza treinamentos para ataques a tiros e situações de emergência, segundo pais e alunos um deles foi feito em janeiro.
O governador da Flórida, o republicano Rick Scott, falou por telefone com o presidente Donald Trump, que acompanhava o caso. "Nenhuma criança, professor ou qualquer pessoa deveria se sentir insegura em uma escola americana", disse Trump. Ele ofereceu assistência federal.
Tanto o governador quanto o presidente acompanham de perto a investigação. "O presidente está a par do tiroteio e seguimos de perto a situação. Nossos pensamentos e orações estão com as vítimas", informou a Casa Branca em comunicado.
O incidente mais recente do tipo nos Estados Unidos ocorreu há 22 dias em uma escola de Benton, no Kentucky. Dois estudantes foram mortos.
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