Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

COMENTAR | CORRIGIR

Direitos Humanos

Notícia da edição impressa de 19/02/2018. Alterada em 18/02 às 20h53min

Povo Kaingang denuncia agressões durante desocupação em Passo Fundo

Em nota divulgada sexta-feira, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) manifestou repúdio contra ação da Polícia Militar em Passo Fundo, no Norte do Estado, que teria atingido 12 famílias do povo Kaingang em 15 de fevereiro. Em depoimentos prestados ao Ministério Público Federal (MPF), as famílias alegam ter sido vítimas de agressões e tortura durante a desocupação de uma área pertencente ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), próxima ao município de Marau.
As lideranças Kaingang afirmam que o acampamento havia sido erguido há poucas horas quando policiais da Brigada Militar e do Batalhão de Operações Especiais (BOE) chegaram ao local. Na ação, foram usadas bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha, causando ferimentos em vários indígenas, entre eles crianças, mulheres e idosos. Um dos anciões do grupo alega ter sido espancado, e fotos registram que uma das vítimas sofreu mais de dez tiros de borracha em uma das pernas. Um jovem teria sido ferido, na perna, com munição letal.
"O Conselho Indigenista Missionário solidariza-se com as famílias do povo Kaingang e pede providências no sentido de que se investigue, através do MPF e da Polícia Federal, os fatos relatados, os atos de violência praticados, bem como se a Polícia Militar possuía algum tipo de mandado judicial para agir contra as famílias", diz a nota do Cimi. Além disso, o órgão "exige a imediata retomada dos procedimentos de demarcação e regularização de terras indígenas, especialmente as pertencentes às comunidades obrigadas a habitar áreas insalubres, degradadas ou as margens de estradas."
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Leonardo 19/02/2018 02h50min
Parabéns a BM por botar fim a anárquica. Reserva indígena tem várias, é só os índios não brigarem entre eles por poder e dinheiro.