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infraestrutura

28/02/2018 - 22h58min. Alterada em 28/02 às 22h52min

Há prazo para leilão de excedente da cessão onerosa, afirma a ANP

O governo federal tem tempo hábil para realizar, neste ano, o leilão de áreas excedentes ao contrato de cessão onerosa firmado com a Petrobras, segundo o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone.
O governo federal tem tempo hábil para realizar, neste ano, o leilão de áreas excedentes ao contrato de cessão onerosa firmado com a Petrobras, segundo o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone.
Ele admite que a agência reguladora precisa de três a quatro meses para preparar a concorrência. Por causa das eleições, a licitação só pode acontecer até junho, o que obrigaria a ANP a iniciar sua organização, no máximo, até março.
"Acreditamos que ainda é possível. Não vou dizer o limite (prazo), porque depende da formatação. Tem tempo hábil para fazer o leilão neste ano", disse Oddone, após participar de evento promovido pela FGV-Rio.
Para que a concorrência seja realizada, no entanto, União e Petrobras devem chegar a um acordo sobre o valor do reservatório contratado pela estatal sob o regime de cessão onerosa. A negociação se arrasta desde 2015.
Oddone afirmou, também, que os percentuais de conteúdo local para os leilões deste ano já foram definidos pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), sinalizando que não há espaço para atender às reivindicações da indústria nacional.

Acordo com a Eletrobras está bem encaminhado, mas não fechado, diz Pedro Parente

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que "o acordo com a Eletrobras está bem encaminhado, mas não fechado. Portanto, não está formalizado", após participar de evento promovido pela Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro (FGV-Rio).
Ele disse ter enviado carta para o presidente da estatal elétrica, Wilson Ferreira Júnior, na qual informou que a Petrobras quer "continuar trabalhando para achar uma solução".
A Eletrobras deve US$ 20 bilhões pelo consumo de combustível em usinas térmicas instaladas na Região Norte do País, segundo cálculo da Petrobras. "A dívida é de US$ 20 bilhões. Precisamos acordar o que fazer. É nisso que estamos trabalhando", disse.
Já sobre o endividamento da própria Petrobras, Parente declarou que "não é possível achar que a situação está resolvida". Segundo as demonstrações financeiras do terceiro trimestre, a dívida da petroleira está em US$ 88 bilhões. No dia 14 de março, será divulgado o balanço de 2017 e o endividamento atualizado até o fim de dezembro.
"O que a gente vê claramente é que ela (a dívida) reduziu bastante e que, no horizonte do plano, até 2022, vai chegar a um nível saudável, comparável com as melhores companhias do mundo. A gente já andou uma parte, mas não chegou lá ainda", afirmou Parente.

Estatal não tem mais tanto fôlego para atrair capital

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, reiterou que a empresa "não tem mais capacidade de atrair capital como no passado", e que, portanto, não tem como arcar com responsabilidades como nos anos anteriores. Um exemplo seria o pré-sal. O executivo elogiou, mais uma vez, a iniciativa do governo de propor a alteração da Lei da Partilha e de acabar com a figura do "operador único", que era a estatal.
"O governo tem transformado a legislação para reduzir o custo do investimento. Todas as grandes empresas reconhecem as promessas do governo e as mudanças promovidas nessa área", afirmou Parente. Em sua fala, o executivo ainda destacou que a "Petrobras é uma empresa de mercado". "Precisamos redefinir vários dos nossos negócios por isso. Somos uma empresa integrada de energia, com foco em petróleo e gás. Precisamos criar mais valor e capacidade técnica, que vai permitir à companhia vencer desafios, como na exploração no pré-sal", disse.
Parente destacou, ainda, a entrada de oito novas plataformas neste ano, que contribuirão para o crescimento da produção de petróleo - dos atuais 2,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) para 2,9 milhões de boe/d em 2020. "Os oito grandes sistemas (previstos para 2018) estão quase prontos. Estão 88% prontos. Estamos certos de que faremos isso acontecer", afirmou.
O pré-sal, segundo Parente, tem papel especial no portfólio da companhia, por conta do baixo custo de produção e da perspectiva de queda da demanda daqui a alguns anos, o que fará com que só os projetos mais baratos sobrevivam.
O presidente da Petrobras ressaltou que espera anunciar, "muito em breve", o modelo de parceria que vai adotar em suas refinarias. "Não quero definir uma data, porque as horas são contra nós", disse.