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indústria

28/02/2018 - 22h55min. Alterada em 28/02 às 20h36min

Exportações de máquinas vão superar US$ 10 bilhões

A direção da Abimaq, entidade que representa a indústria nacional de máquinas e equipamentos, projetou ontem que as exportações do setor devem passar de US$ 10 bilhões neste ano - US$ 1 bilhão a mais do que em 2017 - no embalo do crescimento dos Estados Unidos e da Europa, destino de mais da metade dos embarques dessa indústria.
A direção da Abimaq, entidade que representa a indústria nacional de máquinas e equipamentos, projetou ontem que as exportações do setor devem passar de US$ 10 bilhões neste ano - US$ 1 bilhão a mais do que em 2017 - no embalo do crescimento dos Estados Unidos e da Europa, destino de mais da metade dos embarques dessa indústria.
Durante a apresentação dos resultados de janeiro, quando as exportações de máquinas e equipamentos do Brasil cresceram 84,4% no comparativo interanual, o diretor de competitividade da Abimaq, Mário Bernardini, disse que, ainda que o câmbio não seja muito "remunerador", o foco nos mercados internacionais segue intenso por conta da retração observada nos últimos anos no consumo interno. "Quem não tem cão, caça com gato", comentou.
"As exportações estão crescendo em razão da forte demanda dos países desenvolvidos. Os Estados Unidos continuam em crescimento e a Europa está em recuperação. Esses fatos somados aumentaram muito a demanda externa", afirmou Bernardini.
Segundo João Carlos Marchesan, presidente do conselho de administração da Abimaq, a indústria estaria melhor se a cotação do dólar estivesse na faixa de R$ 3,60 a R$ 3,70 - o que permitiria maior competitividade dos produtos brasileiros -, mas ainda há grande esforço do setor para continuar exportando.
A Abimaq reforçou a expectativa de a indústria nacional de bens de capital voltar a crescer perto de dois dígitos neste ano. Divulgada no mês passado, a previsão é de aumento entre 5% e 10% do faturamento após cinco anos seguidos em queda.
O faturamento do setor está 46% abaixo da média de 2010 a 2013, quando as vendas de máquinas tiveram seu melhor momento. A entidade considera prematuro avaliar se o crescimento das importações registrado no mês passado seria um sinal de substituição de produtos nacionais. Bernardini disse, porém, que há uma preocupação de que, na retomada dos investimentos dos clientes na indústria, os pedidos sejam direcionados a importações de equipamentos.