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Porto Alegre, terça-feira, 27 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Crédito

Notícia da edição impressa de 28/02/2018. Alterada em 27/02 às 21h22min

Estoque total de crédito cai 0,8% em janeiro

Endividamento das famílias brasileiras com bancos ficou em 41%

Endividamento das famílias brasileiras com bancos ficou em 41%


/PROJETADO POR IJEAB -FREEPIK.COM/DIVULGAÇÃO/JC
O estoque total de operações de crédito do sistema financeiro caiu 0,8% em janeiro ante dezembro, para R$ 3,066 trilhões, informou ontem o Banco Central (BC). Em 12 meses, houve baixa de 0,3%. Em janeiro ante dezembro, houve expansão de 0,5% no estoque para pessoas físicas e queda de 2,3% para pessoas jurídicas.
De acordo com o BC, o estoque de crédito livre caiu 1% em janeiro, enquanto o de crédito direcionado recuou 0,5%. No crédito livre, houve alta de 0,8% no saldo para pessoas físicas no mês passado. Para as empresas, o estoque caiu 3,2% no período.
O BC informou ainda que o total de operações de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) passou de 47,1% em dezembro para 46,6% em janeiro.
O estoque das operações de crédito direcionado para habitação no segmento pessoa física cresceu 0,2% em janeiro ante dezembro, totalizando R$ 565,983 bilhões, informou o Banco Central. Em 12 meses até janeiro, o crédito para habitação no segmento pessoa física subiu 5,4%.
Já o estoque de operações de crédito livre para compra de veículos por pessoa física avançou 1,1% em janeiro ante dezembro, para R$ 151,536 bilhões. Em 12 meses, houve aumento de 5,5%.
O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro ficou em 41% em dezembro, ligeiramente inferior aos 41,3% observados em novembro, informou o Banco Central. Se forem descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento passou de 23% para 23,8% no período.
O cálculo do BC leva em conta o total das dívidas dividido pela renda no período de 12 meses. Além disso, incorpora os dados da Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar (Pnad) Contínua e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), ambas do IBGE.
Segundo o BC, o comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) passou de 20,1% de novembro para 19,9% em dezembro. Descontados os empréstimos imobiliários, o comprometimento da renda foi de 17,6% para 17,4% no período.
O saldo de crédito para as empresas do setor de serviços caiu 2,6% em janeiro ante dezembro, para R$ 698,234 bilhões, informou o Banco Central. A indústria apresentou baixa de 1,8%, para R$ 660,758 bilhões, e a agropecuária registrou retração de 1,6%, para R$ 21,982 bilhões.
No caso de crédito para pessoa jurídica com sede no exterior e créditos não classificados (outros), a baixa no saldo foi de 6,3% em janeiro ante dezembro, para R$ 27,418 bilhões.
O saldo de financiamentos do Bndes para empresas recuou 1,7% em janeiro ante dezembro, somando R$ 478,521 bilhões, informou o Banco Central. Em 12 meses, a queda acumulada é de 11,8%. Em janeiro, houve recuo de 6,2% nas linhas de capital de giro, baixa de 1,6% no financiamento de investimento e redução de 2% no financiamento agroindustrial.
 

Taxa no crédito livre sobe a 41,1% em janeiro, e concessões diárias recuam

A taxa média de juros no crédito livre subiu de 40,3% ao ano em dezembro para 41,1% ao ano em janeiro. Em janeiro de 2017, essa taxa estava em 52,8% ao ano. Para pessoa física, a taxa média de juros no crédito livre subiu de 55,1% para 55,8% ao ano de dezembro para janeiro, enquanto para pessoa jurídica aumentou de 21,6% para 22,3% ao ano.
Entre as principais linhas de crédito livre para a pessoa física, destaque para o cheque especial, cuja taxa subiu de 323,0% ao ano para 324,7% ao ano de dezembro para janeiro. No crédito pessoal, a taxa caiu de 44,3% para 46,1% ao ano. Para veículos, os juros subiram de 22,2% para 22,7% ao ano de dezembro para janeiro.
A taxa média de juros no crédito total, que inclui operações livres e direcionadas (com recursos da poupança e do Bndes), foi de 25,6% ao ano em dezembro para 26,3% ao ano em janeiro. Em janeiro de 2017, estava em 32,9%.
A média diária de concessões de crédito livre caiu 19,4% em janeiro ante dezembro, para R$ 11,7 bilhões, informou o Banco Central. Houve avanço, no entanto, de 6,8% em 12 meses até janeiro. No crédito direcionado, a média de concessões caiu 48,5% em janeiro ante dezembro, para R$ 0,8 bilhão. Em 12 meses até janeiro, há baixa de 5,8%. Quando se soma o crédito livre e o direcionado, a queda das concessões médias foi de 22,3% em janeiro, para R$ 12,5 bilhões. No acumulado de 12 meses, há uma alta de 5,5%.

Juros do cheque especial vão a 324,7% ao ano

A taxa de juros do cheque especial continua subindo e chegou a 324,7% ao ano em janeiro, de acordo com dados do Banco Central (BC). Em relação a dezembro, o aumento foi de 1,7 ponto percentual. Outra alta taxa de juros é a do rotativo do cartão de crédito, que atingiu 241% ao ano em janeiro, com aumento de 7,1 pontos percentuais em relação a dezembro. Essa é a taxa para quem paga pelo menos o valor mínimo da fatura do cartão em dia. As informações são da Agência Brasil.
Já a taxa cobrada dos consumidores que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura caiu 14,6 pontos, indo, em janeiro, para 387,1% ao ano. Com isso, a taxa média da modalidade de crédito ficou em 327,9% ao ano, com queda de 6,9 pontos percentuais em relação a dezembro.
O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. O crédito rotativo dura 30 dias. Após esse prazo, as instituições financeiras transferem a dívida para o crédito parcelado, seguindo regra estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) no ano passado.
A taxa do crédito parcelado aumentou 3 pontos percentuais, para 171,5% ao ano, no primeiro mês do ano. A taxa média de juros para as famílias subiu 0,7 ponto percentual, para 55,8% ao ano, em janeiro. A taxa média das empresas também cresceu 0,7 ponto percentual: agora é de 22,3% ao ano.
A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas, ficou estável em 5,2%. No caso das pessoas jurídicas, houve alta de 0,3 ponto percentual, para 4,8%. Esses dados são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para aplicar dinheiro captado no mercado.
No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura), os juros para as pessoas físicas subiram 0,2 ponto percentual e atingiram 8,2% ao ano.
A taxa cobrada das empresas cresceu 0,9 ponto percentual: 11,7% ao ano. A inadimplência aumentou 0,4 ponto percentual para famílias (2,1%) e 0,1 ponto percentual para as empresas (1,3%).
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