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Porto Alegre, terça-feira, 27 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Notícia da edição impressa de 28/02/2018. Alterada em 27/02 às 21h18min

Índice de evolução da produção no Estado alcança 52,8 pontos em janeiro

Cenário de recuperação deve persistir nos próximos meses, diz Petry

Cenário de recuperação deve persistir nos próximos meses, diz Petry


MARCO QUINTANA/MARCO QUINTANA/JC
O ano de 2018 começa bem para a indústria gaúcha, aponta a Sondagem Industrial, divulgada ontem pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). O índice que mede a evolução da produção alcançou 52,8 pontos em janeiro, o que denota um crescimento em relação a dezembro de 2017. Desde 2013, o índice não ficava acima de 50 pontos no primeiro mês do ano. Da mesma forma, o emprego (53 pontos) mostrou o primeiro crescimento no mês em oito anos. "O cenário de recuperação deve persistir nos próximos meses. Além do aumento da produção e no emprego no setor, a ociosidade diminuiu, os estoques se mantiveram no nível planejado pelas empresas e as perspectivas de investimento dos empresários também são favoráveis", diz o presidente da Fiergs, Gilberto Petry.
O indicador de utilização de capacidade instalada (UCI) em relação ao usual subiu de 41,8 em dezembro para 43,9 pontos em janeiro, o que revela que a ociosidade continua caindo, embora permaneça acima do nível normal. Foi o maior nível para o período desde 2014. Em média, a indústria gaúcha operou com 66% de sua capacidade em janeiro, três pontos percentuais acima do mês anterior, mas abaixo dos históricos 67,2% para janeiro.
Outro aspecto positivo detectado pelo levantamento da Fiergs é o ajuste dos estoques. O índice de estoques planejados pelas empresas atingiu 49,7 pontos, praticamente sobre a marca dos 50, de nível planejado.
Há uma boa perspectiva para o futuro, segundo os empresários consultados pela Fiergs na Sondagem Industrial. Todos indicadores para os próximos seis meses continuam acima dos 50 pontos e de suas médias históricas. Mostram que o setor espera aumento da demanda (60,8 pontos), inclusive a externa (55,1). A combinação de estoques ajustados e perspectivas positivas para demanda é um sinal positivo para a produção. A consequência disso é a expectativa de aumento do emprego (55,1 pontos) e das compras de matérias-primas (59).
Por fim, o índice de intenção de investimento para os próximos seis meses ficou em 54,6 pontos em fevereiro, 2,1 abaixo de janeiro, mas sete acima da média histórica. Acima de 50 pontos, o índice revela que é majoritária a intenção de investir entre as empresas: 56,9%. Mas mostra também que ainda é grande o percentual de empresas que não pretendem: 43,1%.
Realizada entre 1 e 16 de fevereiro, a pesquisa ouviu 210 empresas, sendo 51 pequenas, 71 médias e 88 grandes.
 
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