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Porto Alegre, segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 26/02 às 18h47min

Apetite por risco se mantém e dólar fecha em baixa de 0,44%

O dólar teve nesta segunda-feira (26) a sua terceira baixa consecutiva, favorecida pelo ambiente de apetite por risco no exterior, em combinação com um cenário interno marcado por indicadores econômicos positivos. Com inflação em baixa, arrecadação em alta e firme ingresso de recursos externos, o rebaixamento do rating promovido na última sexta-feira se diluiu quase por completo. Assim, o dólar à vista terminou o dia em baixa de 0,44%, cotado a R$ 3,2262.
Uma das principais expectativas para o mercado de câmbio nos próximos dias está relacionada aos discursos que o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, fará na Câmara, nesta terça-feira, e no Senado americano, na próxima quinta-feira (1º). A aposta majoritária é que ele irá manter o discurso "dovish" que vem sendo sinalizado pela instituição nos últimos dias. Mesmo assim, a cautela entre os investidores se faz presente, principalmente à medida que novos indicadores econômicos locais confirmam o ritmo forte da economia americana.
"Foi um dia tranquilo no mercado. Ainda tivemos um cenário de perspectiva de crescimento mundial e apetite por risco, que faz a liquidez aumentar. Mas isso não quer dizer que vamos continuar assim. A depender do que Jerome Powell disser, o mercado pode buscar uma posição diferente", disse Alessandro Faganello, operador da Advanced Corretora.
Para Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, o investidor está deixando de lado outras questões para apostar numa recuperação sustentada da economia brasileira. "O mercado até que está digerindo bem a não aprovação da reforma da Previdência e o rebaixamento do rating, que deve ainda ser acompanhado pela Moody's", disse o profissional, ressaltando que a divisa vem se mantendo num intervalo bem definido, com a cotação se aproximando dos R$ 3,30 nos momentos de maior estresse e dos R$ 3,20 nos momentos de maior tranquilidade", disse.
Nos EUA, o dia foi de altas firmes nas bolsas de valores, que se refletiram no mercado brasileiro, com o Índice Bovespa tendo atingido a marca inédita dos 88 mil pontos mais cedo, no intraday. Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta pela terceira sessão seguida, em meio a sinais de interrupção da oferta na Líbia. Na Nymex, o petróleo WTI para abril fechou em alta de 0,57%, a US$ 63,91 por barril. Na ICE, em Londres, o Brent para maio subiu 1,10% e fechou a US$ 64,81 por barril.
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