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Porto Alegre, terça-feira, 27 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Notícia da edição impressa de 27/02/2018. Alterada em 27/02 às 09h26min

Banco Central não quer acabar com parcelamento sem juros

Instituição desmentiu notícias sobre a cobrança de taxas

Instituição desmentiu notícias sobre a cobrança de taxas


/VISUALHUNT/DIVULGAÇÃO/JC
O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, afirmou que a autoridade monetária trabalha para reduzir distorções no mercado de cartão de crédito e os custos do sistema, mas ressaltou que não há planos para se acabar com o parcelamento sem juros no cartão, como chegou a ser noticiado. "O consumidor precisa saber que o parcelamento tem juros, nada é de graça", disse, ao responder perguntas de empresários em evento da Câmara Espanhola de Comércio no Brasil.
"Estamos tentando mexer no sistema para eliminar distorções", disse Goldfajn. Na apresentação ele ressaltou que o BC quer estimular o uso de meios eletrônicos de pagamentos, como o cartão, para substituir o papel moeda. O meio é mais eficiente e ajuda a evitar coisas como a lavagem de dinheiro, segundo ele.
Ao falar da necessidade de financiamento de longo prazo, Goldfajn mencionou que inflação baixa e estabilidade macroeconômica são um "insumo" importante para permitir que este mercado se desenvolva. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) vai continuar tendo seu papel, mas o mercado de capitais deve ganhar peso como financiador para projetos de infraestrutura, disse.

Vendas no varejo sobem 3,6% em janeiro, diz Mastercard

As vendas do varejo brasileiro cresceram 3,6% no mês passado, se comparadas a janeiro de 2017, segundo indicador medido pela Mastercard Advisors, consultoria da Mastercard, com base nas transações fechadas com os cartões da empresa, somadas a estimativas das outras formas de pagamento, incluindo dinheiro e cheque.
O levantamento mostra crescimento de 2,8% das vendas no Sudeste, onde está o maior mercado do País. Na Região Norte, com alta de 4,3%, o crescimento ficou acima da média em janeiro.
Segundo César Fukushima, economista-chefe da Mastercard Advisors no Brasil, o varejo vem apresentando perspectivas positivas desde julho de 2017, na esteira da queda na taxa de desemprego e da maior confiança do consumidor. O dado não considera as vendas feitas pelas concessionárias de carros e pelas lojas de material de construção.
Dos sete setores monitorados pela Mastercard, cinco tiveram desempenho acima do esperado no mês passado - entre eles, supermercados, farmácias e lojas de móveis. Lojas de vestuário e postos de combustível tiveram resultados aquém das expectativas. 

Intenção de consumo das famílias gaúchas cresce 12% em fevereiro

Facilidade de acesso ao crédito aumentou 48,9% no período

Facilidade de acesso ao crédito aumentou 48,9% no período


/JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
A intenção de consumo das famílias gaúchas em fevereiro teve elevação de 12,0% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Frente a janeiro/2018, a alta foi de 1,8%, atingindo 69,8 pontos. A elevação ocorreu em todos os componentes da pesquisa Intenção de Consumo das Famílias (ICF), com exceção do indicador que avalia o consumo de bens duráveis e perspectivas profissionais. Os dados do ICF foram divulgados pela Fecomércio-RS.
O indicador que avalia a segurança com relação a situação do emprego alcançou 88,2 pontos em fevereiro, o que representa uma queda de 17,8% na comparação com fevereiro/2017 e alta de 6,6% sobre janeiro/2018. Na avaliação do presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, essa recuperação marginal está em linha com a retomada do mercado de trabalho, mesmo que boa parte da ocupação registrada seja oriunda de vagas informais. "Para este ano, com o aquecimento da atividade econômica, a recuperação do mercado de trabalho deve se estender aos empregos com carteira assinada, dando mais solidez a retomada do consumo", afirmou Bohn. A avaliação quanto a situação de renda atual alcançou 72,7 pontos, um avanço de 58,3% em relação a fevereiro/2017 - a forte variação ocorre pela base de comparação fraca.
O indicador que mede o consumo atual registrou 50,1 pontos em fevereiro, elevação de 48,3% sobre o mesmo mês do ano passado e alta de 7,6% sobre janeiro/2018. Apesar da recuperação percebida no mercado de trabalho nos últimos meses, esse movimento vem ocorrendo de forma lenta e com mais ênfase em ocupações com menor regularidade no recebimento de renda pelos trabalhadores. No entanto, a perspectiva de melhora da economia neste ano, com reflexos positivos na geração de postos formais, permitirá uma recuperação na intenção de consumo.
Já o índice que mede a facilidade de acesso ao crédito atingiu 73,4 pontos em fevereiro/2018, alta de 48,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já na comparação com janeiro/2018, o crescimento foi de 6,9%. Apesar da taxa básica de juros estar no menor patamar histórico, esse recuo vem sendo passado ao consumidor de forma gradual. No entanto, a manutenção da Selic em patamares reduzidos e com a melhora do mercado de trabalho, a perspectiva é de que o acesso ao crédito avance. Em relação ao momento para o consumo de bens duráveis, o ICF apurou uma elevação de 71,5% em fevereiro/2017, chegando a 62,7 pontos. Após um período marcado pela recuperação no segundo semestre do ano passado, o indicador voltou a cair na margem (recuo de 15,1% frente a janeiro/2018). Com a concentração de compra deste tipo de bem no final do ano, neste período é comum que as intenções de compra diminuam.
Em relação às expectativas das famílias, o indicador de perspectiva profissional cresceu 10,0% em fevereiro sobre o mesmo mês de 2017, alcançando 79,8 pontos. Nas perspectivas de consumo houve novamente uma retração significativa na comparação interanual, com queda de 32,0%. Aos 61,8 pontos, o indicador segue em recuperação na margem, registrando alta de 8,3% frente a janeiro/2018.

IPC-S desacelera em seis de sete capitais pesquisadas

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) desacelerou em seis das sete capitais pesquisadas entre a segunda quadrissemana de fevereiro e a terceira leitura do mês, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). No geral, o IPC-S arrefeceu de 0,46% para 0,26% no período.
O decréscimo nas taxas foi apurado em Salvador (0,85% para 0,80%), Belo Horizonte (0,35% para -0,06%), Recife (0,31% para 0,14%), Rio de Janeiro (0,44% para 0,25%), Porto Alegre (0,58% para 0,35%) e São Paulo (0,49% para 0,25%). Em contrapartida, apenas Brasília registrou aumento das taxas do índice no período, reduzindo a deflação, que era de 0,14% para uma queda de 0,09%.
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