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Porto Alegre, domingo, 25 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Notícia da edição impressa de 26/02/2018. Alterada em 25/02 às 21h09min

Fundos pedem destituição do Conselho de Administração da BRF

Os fundos de pensão da Petrobras e do Banco do Brasil (BB) enviaram carta ao Conselho de Administração da BRF, líder do mercado de processamento de alimentos no País, pedindo realização de assembleia extraordinária para avaliar a destituição de todos os seus membros - a começar por Abilio Diniz, presidente do órgão desde 2013. A correspondência foi protocolada neste sábado, e a BRF divulgou fato relevante ao mercado.
O movimento é decorrente da aguda crise financeira da empresa, que registrou prejuízo de R$ 1,1 bilhão em 2017. Os fundos - Petros (Petrobras) e Previ (BB) - detêm mais de 20% do capital da empresa e, agora, estão articulando votação em conjunto com fundos estrangeiros insatisfeitos com os resultados, como o britânico Aberdeen (5%). Com isso, a pressão para saída de Diniz e do fundo Tarpon (donos de cerca de 8% da BRF) cresce.
Diniz, que ainda não comentou o caso, tem oito dias para responder à convocação. Segundo a legislação, se não o fizer, os acionistas podem realizar a assembleia à sua revelia. Segundo se comenta na empresa, a relação dele com o Tarpon, seu aliado durante quase todo o período à frente da BRF, está fortemente estremecida.
Em nota, a Petros disse que pediu a convocação de assembleia para deliberar sobre a destituição de todos seus membros e também sobre a aprovação do número de 10 membros para compor o conselho. O fundo de pensão também pede a eleição de novos membros para ocuparem os cargos, incluindo os de presidente e de vice-presidente do conselho.
"No cumprimento do nosso dever fiduciário, somos movidos a agir em defesa dos interesses de nossos participantes. Somos investidores financeiros e estamos alinhados com os interesses dos demais acionistas", indica.
"Precisamos buscar a reformulação da estratégia de gestão da BRF para, assim, superar os grandes desafios que a companhia precisa enfrentar. Infelizmente, a estratégia implementada até o momento não surtiu os resultados desejados", destaca o diretor de investimentos da Petros, Daniel Lima.
 
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