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Porto Alegre, sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Alterada em 23/02 às 09h46min

Confiança do consumidor cai 1,4 ponto em fevereiro ante janeiro, aponta FGV

Índice passou de 88,8 pontos em janeiro para 87,4 pontos em fevereiro

Índice passou de 88,8 pontos em janeiro para 87,4 pontos em fevereiro


FREDY VIEIRA/JC
A confiança do consumidor recuou 1,4 ponto em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal, informou nesta sexta-feira (23), a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) passou de 88,8 pontos em janeiro para 87,4 pontos em fevereiro. Em relação ao mesmo período do ano passado, o índice está 6,7 pontos superior.
"A confiança dos consumidores em fevereiro acomodou-se em nível próximo a novembro passado, influenciada por uma menor satisfação com relação à situação econômica e perspectivas menos otimistas para os próximos meses. Ainda que as expectativas de inflação se mantenham estáveis e de juros ainda seja de queda, consumidores estão menos otimistas em relação ao emprego nos próximos meses e mais cautelosos em relação a novas compras. O que pode deixar a recuperação esperada na economia mais lenta", avaliou Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor no Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV).
Em fevereiro, houve piora tanto das avaliações sobre a situação atual quanto das expectativas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA) recuou 1,4 ponto, para 75,2 pontos, interrompendo a trajetória de seis altas consecutivas. Já o Índice de Expectativas (IE) caiu pelo segundo mês consecutivo, -1,1 ponto, para 96,5 pontos.
A avaliação dos consumidores com relação à situação econômica no momento teve queda de 2,7 pontos. O indicador que mede a satisfação dos consumidores com a situação financeira familiar no momento recuou 0,6 ponto, para 68,2 pontos, enquanto o indicador que mede o otimismo em relação às finanças pessoais nos próximos meses teve alta de 1,9 ponto. Houve queda de 3,6 pontos no indicador que mede a disposição para compras de bens duráveis nos próximos meses.
Entre as quatro faixas de renda pesquisadas, houve aumento da confiança das famílias com renda até R$ 2.100,00 e das famílias com renda acima de R$ 9.600, enquanto as duas faixas intermediárias registraram queda.
A Sondagem do Consumidor coletou informações de 1.611 domicílios em sete capitais, com entrevistas entre os dias 1º e 20 de fevereiro.
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