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Porto Alegre, quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Comércio

22/02/2018 - 10h39min. Alterada em 22/02 às 11h15min

Empresas de free shops pedem aumento de US$ 400,00 em limite de compras

Em um contexto de queda nas vendas, lojas defendem que valores sejam corrigidos pela inflação

Em um contexto de queda nas vendas, lojas defendem que valores sejam corrigidos pela inflação


DUDA PINTO/DUDA PINTO/PRESSDIGITAL/FOLHAPRESS/JC
As empresas administradoras de aeroportos querem aumentar dos atuais US$ 500,00 para US$ 900,00 a cota que passageiros de voos internacionais podem gastar nas lojas francas - os free shops, sem pagar impostos. A proposta foi apresentada ontem ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que ficou de analisar e dar uma resposta.
"São 26 anos sem ajuste", disse o presidente da Associação Nacional das Empresas Administradoras de Aeroportos (Aneaa), Jorge de Moraes Jardim Filho. "O que estamos pedindo é simplesmente a correção pela inflação dos Estados Unidos."
As empresas entregaram um estudo mostrando que, se os US$ 500,00 de cota estabelecidos em 1991 fossem corrigidos pela variação do índice de preços ao consumidor norte-americano, seriam US$ 908,32. Elas dizem que países como Argentina e Uruguai fizeram reajustes em suas cotas nos últimos anos.
As empresas argumentam que a queda no poder de compra da cota tem levado ao empobrecimento da oferta de produtos nas lojas francas. Produtos como carrinhos de bebê e coolers de vinho, além de aparelhos de áudio, vídeo e celular, por exemplo, deixaram de ser vendidos porque seu preço ultrapassou o valor máximo para compras sem a incidência de impostos.
Queda nas compras de brasileiros no exterior é de 1,6% 
Nos últimos 10 anos, argumentam as empresas, a participação das lojas francas nas compras dos brasileiros no exterior caiu de 3,4% para 1,8%. Em nota, elas dizem que com isso houve "perda dos benefícios gerados para o País em termos de retenção de divisas, geração de emprego e arrecadação de impostos e contribuições." Para elas, as lojas francas são estratégicas, pois são uma alternativa à compra, pelo viajante, de mercadorias no exterior.
Segundo Jardim, a elevação da cota para US$ 900,00 poderia gerar perto de 3.000 novos empregos. As administradoras de aeroportos argumentam ainda que as vendas em lojas duty free são a principal fonte de geração de receitas comerciais não só para as concessionárias, mas também para a Infraero. Em outras ocasiões, a Receita Federal já negou a alteração. 
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