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Porto Alegre, quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Notícia da edição impressa de 22/02/2018. Alterada em 22/02 às 01h34min

País tinha 116 milhões de pessoas conectadas em 2016

Segundo a Pnad, 25,9% dos entrevistados acham os celulares caros

Segundo a Pnad, 25,9% dos entrevistados acham os celulares caros


/JOÃO MATTOS/arquivo/JC
O avanço da telefonia móvel facilitou a comunicação País afora, assim como o acesso dos brasileiros à internet. Cerca de 116 milhões de brasileiros acessavam a internet em 2016, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016: acesso à internet e à televisão e posse de telefone móvel celular para uso pessoal (Pnad Contínua - TIC 2016) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O total de conectados equivale a 64,7% da população com 10 anos ou mais de idade. Segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, os brasileiros estão usando a internet como uma forma de comunicação mais barata e alternativa às tradicionais ligações telefônicas.
"Com WhatsApp e outros aplicativos, fica mais barato você passar uma mensagem para alguém, basta estar num guarda-chuva de Wi-Fi. A pessoa pode estar em outro estado, em outro País. Facilita muito, isso aproxima as pessoas que estão distantes", lembrou Azeredo.
Entre as pessoas que acessaram a rede naquele ano, 94,2% usaram aplicativos e redes sociais para troca de mensagens de texto, voz ou imagens. A segunda finalidade mais citada foi assistir a vídeos, programas, séries e filmes (76,4%), conversar por chamada de voz ou vídeo (73,3%), e enviar ou receber e-mail (69,3%). O estudo mostra ainda que 94,6% dos usuários de internet no País acessaram a rede via telefone celular.
Em todo o País, 138 milhões de brasileiros tinham telefone móvel celular para uso pessoal em 2016. Cerca de 22,9% das pessoas com 10 anos ou mais de idade ainda não tinham celular pessoal; 25,9% consideravam o aparelho caro; 22,1% alegavam falta interesse; 20,6% usavam o celular de outra pessoa; e 19,6% não sabiam usar.
A proporção de desconectados no País ultrapassava um terço da população. Cerca de 65,3 milhões de pessoas com 10 anos ou mais de idade não utilizaram a internet em 2016 (35,3% do total), porque não sabiam usar (37,8%), por falta de interesse (37,6%) ou por considerarem o serviço caro (14,3%).
Mais de 30% dos lares brasileiros ainda estavam desconectados em 2016. Os principais motivos listados para não usar a internet na residência foram falta de interesse (34,8%), custo alto do serviço (29,6%) e desconhecimento dos moradores sobre como navegar na rede (20,7%).
Cerca de 69,3% dos domicílios (48,1 milhões) tinham acesso à internet em 2016, graças à disseminação do acesso à rede via telefone celular. O computador foi o único meio de acesso à internet em apenas 2,3% dos domicílios, mesmo presente em 57,8% deles. Em 77,3% das residências conectadas havia o uso da banda larga móvel (3G ou 4G), superando o da banda larga fixa (71,4%).

Governo quer agilizar desligamento do sinal analógico

O governo pretende distribuir, ainda neste ano, seis milhões de kits conversores para aparelhos de televisão receberem o sinal da TV digital. Desde que começou a campanha de migração do sinal analógico para o digital, já foram entregues cerca de oito milhões de kits, segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (Mctic).
Um levantamento divulgado ontem mostrou o tamanho do desafio enfrentado pelo governo para a adoção exclusiva da TV digital e abolir de vez o sinal analógico em todo o País. Em 2016, 6,9 milhões de lares ainda eram dependentes exclusivamente do sinal analógico para acesso à televisão, segundo a Pnad Contínua - TIC 2016.
O secretário reconheceu que houve atrasos na programação de desligamento do sinal analógico em alguns grupos de municípios, mas defendeu que foram pontuais. Segundo ele, a ausência de reclamações nas regiões em que já houve a migração é prova do sucesso do programa.
O Mctic informou que 1.346 municípios já estarão desligados do sinal analógico até o fim de 2018, o que representa cerca de 70% da população brasileira. Até o fim de 2023, haverá a migração para a TV Digital nos 4.200 municípios restantes.
De acordo com os dados do IBGE, 10,3% das residências com televisão no País não tinham aparelho com conversor, nem recebiam sinal por antena parabólica, nem tinham serviço de televisão por assinatura no ano de 2016. A maior parte dos domicílios que estavam despreparados para o sinal digital se localizava no Sudeste (2,6 milhões) e Nordeste (2,3 milhões).
Em 2016, a televisão estava presente em 67,4 milhões (97,2%) de domicílios, onde havia cerca de 102,6 milhões de aparelhos de TV: 63,4% de tela fina e 36,6% de tubo. A pesquisa abrangeu 211.344 domicílios particulares permanentes em 3,5 mil municípios.
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