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Porto Alegre, quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 15/02/2018. Alterada em 14/02 às 21h07min

Mercado financeiro reduz projeção de inflação

O mercado financeiro reduziu, pela segunda semana seguida, a projeção para a inflação neste ano. A estimativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) caiu de 3,94% para 3,84%, de acordo com o boletim Focus, uma publicação semanal do Banco Central (BC) sobre os principais indicadores econômicos.
A projeção segue abaixo do centro da meta de 4,5%, mas acima do limite inferior de 3%. Para 2019, a estimativa para a inflação está no centro da meta, em 4,25%.
Para alcançar a meta, o banco usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,75% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. De acordo com a previsão das instituições financeiras, a Selic encerrará 2018 no atual patamar e subirá ao longo de 2019, encerrando o período em 8% ao ano.
A estimativa do mercado financeiro para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) permanece em 2,70% neste ano e em 3% em 2019. No câmbio, a perspectiva para a cotação do dólar ao final de 2018 segue em R$ 3,30. Para o fim de 2019, a projeção passou de R$ 3,40 para R$ 3,39.
A instituições financeiras também projetam que a dívida líquida do setor público deve encerrar 2018 em 55,5% do PIB. Para o fim de 2019, a projeção é 57,9% do PIB.
Os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para a balança comercial em 2018. A estimativa de superávit comercial neste ano subiu de US$ 54,04 bilhões para US$ 54,50 bilhões da última semana para esta, ante US$ 53,00 bilhões de um mês antes. Para 2019, a estimativa de superávit seguiu em US$ 45,00 bilhões, mesmo valor de um mês antes.
O mercado alterou a projeção de rombo nas contas externas em 2019, de US$ 39,70 bilhões para US$ 38,50 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 40,00 bilhões.
Para os analistas consultados semanalmente, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será mais do que suficiente para cobrir o resultado deficitário, tanto em 2018 quanto em 2019. A mediana das previsões para o IDP neste ano seguiu em US$ 80,00 bilhões. Há um mês, estava no mesmo patamar.
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