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Porto Alegre, quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 15/02/2018. Alterada em 15/02 às 00h47min

Governo intensifica articulação da Previdência

Empresários ainda negociam com governadores e prefeitos, diz Mansur

Empresários ainda negociam com governadores e prefeitos, diz Mansur


/FABIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR/JC
Com o fim do Carnaval, os líderes de partidos da base governista se preparam para retomar as articulações para a votação da reforma da Previdência. A poucos dias da data marcada para início das discussões no plenário da Câmara, o governo ainda busca votos para alcançar o quórum mínimo para aprovar a emenda constitucional no Congresso.
A votação está prevista para começar na próxima terça-feira, dia 20, conforme cronograma definido no fim do ano passado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). No entanto, a proposta ainda não reúne os 308 votos necessários entre os 513 deputados para ser aprovada em dois turnos de votação na Câmara.
Por se tratar de uma emenda constitucional, a maioria qualificada em dois turnos também é exigida para aprovação no Senado, onde deve receber voto favorável de, pelo menos, 49 senadores. O texto que deve ser discutido em plenário foi apresentado pelo relator, o deputado Arthur Maia (PPS-BA), na semana passada. A expectativa é de que a proposta, mais flexível do que a apresentada inicialmente, possa atrair mais apoio em torno da reforma. Entre os pontos alterados está a manutenção da pensão integral a viúvas de policiais civis, federais e rodoviários federais mortos durante o trabalho.
O líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), afirmou que, até o fim de semana será feita uma avaliação com os presidente Michel Temer, Rodrigo Maia e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) para definir estratégias sobre o rito que deve ser seguido na próxima semana. Na opinião do deputado, a emenda só deve ser colocada em apreciação com a certeza de que será aprovada.
"A minha avaliação é que a gente tem que colocar em votação com a garantia de votos. A gente não pode ir para um risco. Não é nem uma questão de governo, é uma questão do Estado brasileiro. Você impor uma derrota a uma matéria como essa não é uma derrota do governo, é uma derrota que acaba repercutindo mal para o País todo e acaba impondo sanções que talvez sejam muito graves num momento como esse. É melhor ter a prudência de colocar uma matéria como essa com a convicção de que nós aprovaremos, como aconteceu com a trabalhista e outros temas", ressaltou Ribeiro.
Questionado se o número de votos melhorou depois da apresentação do novo relatório, o líder sinalizou que não houve mudanças devido à dispersão causada pelo carnaval. Ele explicou que tanto a contabilidade quanto a avaliação de novas demandas em torno do texto devem se intensificar a partir de agora, quando a base for "reaglutinada" depois do feriadão.
O vice-líder do governo na Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), disse que empresários ainda estão em negociação com governadores e prefeitos e que a base continua trabalhando pela aprovação da proposta. "Está todo mundo na batalha, trabalhando. A gente estava com 270 (votos), está todo mundo muito empenhado de virar voto, vamos ver o que é que vai resultar", afirmou Mansur.

Data limite é fevereiro, afirma Carlos Marun

Marun reconhece que existe desafio na conquista dos parlamentares

Marun reconhece que existe desafio na conquista dos parlamentares


/WILSON DIAS/AGÊNCIA BRASIL/JC
Depois de se reunir com o presidente Michel Temer ontem, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (PMDB-MS), disse que fevereiro é a "data limite" para votação da reforma da Previdência. "A data limite é fevereiro. Está chegando a hora da verdade. O Brasil mais uma vez está marcando um encontro com a sua história. Espero que não falte ao compromisso", disse.
Ele disse ainda que o governo permanece confiante sobre a aprovação, mas reconhece que existe um "desafio" na conquista de votos necessários.
Por se tratar de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), são necessários no mínimo 308 votos favoráveis para que a reforma seja aprovada. A votação deve ainda acontecer em dois turnos no plenário da Câmara antes de seguir para análise dos senadores.
De acordo com Marun, pelas contas do governo faltam ainda 40 votos para alcançar os 308.
A votação da reforma da Previdência, cuja discussão está marcada para ter início na próxima semana, será ainda tema de uma conversa de Marun com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Questionado sobre se o projeto será colocado em votação mesmo sem o apoio necessário, ele disse que essa decisão cabe a Maia, que já sinalizou que só submeterá o projeto para crivo dos deputados se houver margem suficiente para aprovação.
Marun disse ainda que na próxima segunda-feira, dia 19, Maia deve fazer uma reunião com os líderes dos partidos na Câmara para uma avaliação mais atualizada do apoio das legendas às mudanças na Previdência.
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