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Porto Alegre, terça-feira, 06 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Notícia da edição impressa de 07/02/2018. Alterada em 06/02 às 21h16min

Relator apresenta hoje novo texto da reforma da Previdência

Arthur Maia vai protocolar a nova versão da PEC no dia 19; votação está prevista para dia 20

Arthur Maia vai protocolar a nova versão da PEC no dia 19; votação está prevista para dia 20


ANTÔNIO CRUZ/Antonio Cruz/Agência Brasil/JC
O relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), anunciou ontem que divulgará hoje o novo texto da proposta que deve ir à votação no plenário na casa. Segundo ele, a nova versão trará uma novidade: concessão de pensão integral a viúvas e viúvos de policiais mortos em combate. O parlamentar afirmou, porém, que temas em que ainda não há consenso, como transição para servidores públicos e regra para acúmulo de pensão e aposentadoria dos demais trabalhadores, ficarão de fora desse novo texto, mas serão tratadas durante a discussão e votação da reforma no plenário.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que está mantida a votação da reforma no próximo dia 20 e avaliou que, embora não tenha os votos necessários hoje, é possível que os tenha depois do Carnaval.
De acordo com Arthur Maia, o texto negociado prevê que esposas e maridos de policiais federais, rodoviários federais, legislativos e civis mortos durante atividade de combate terão direito a receber a pensão com o mesmo valor que seus companheiros e companheiras teriam direito de aposentadoria. O valor do benefício vai depender da data de entrada do policial no serviço público. Viúvas e viúvos de policiais que entraram até 2013 terão direito a receber o valor integral do último contracheque dos policiais. Já os que entraram depois de 2013 só terão direito a, no máximo, o teto geral do INSS, atualmente em R$ 5.645,81.
A nova regra, se aprovada, não beneficiará agentes penitenciários e policiais militares. Esta última categoria não foi incluída na reforma da Previdência em discussão no Congresso Nacional, assim como integrantes das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) e dos bombeiros. Segundo o relator, a inclusão dessa nova regra teve aval do presidente Michel Temer (PMDB), do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia; e deve trazer votos da chamada bancada da segurança pública. "A bancada da bala, que é muito expressiva, muitos deles me pediram. Acho que é um aceno importante", declarou, evitando estimar um número de votos.
O relator afirmou que a nova versão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Previdência será divulgada simbolicamente por ele hoje, mas só poderá ser protocolada oficialmente no dia 19 de fevereiro, quando está marcado o início da discussão da matéria no plenário da Câmara. Segundo ele, como não poderá apresentar, por ser relator, o novo texto será oficialmente apresentado pelos líderes de partidos da base aliada, capitaneados pelo líder do governo na casa, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). De acordo com o deputado baiano, mesmo com as mudanças, a nova versão deve manter em cerca de R$ 600 bilhões a previsão de economia da reforma em 10 anos.
Maia ressaltou que temas em que ainda não há consenso ficarão "em aberto" para serem tratados durante a votação da matéria em plenário. Entre esses temas está uma regra de transição para servidores públicos que entraram antes de 2003 se aposentarem com direito à integralidade e paridade. Outro ponto que ficará em aberto será a regra para acúmulo de pensões e aposentadorias. Pelo texto aprovado na comissão especial, aposentados e pensionistas só poderão acumular o benefício até um limite de dois salários-mínimos. Em busca de votos, o relator propôs uma transição para a fixação desse limite.
O relator informou que o novo texto vai manter mudanças que já tinham sido acordadas, entre elas, a exclusão de qualquer alteração nas regras para aposentadoria de trabalhadores rurais e de concessão do chamado Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência carentes.
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