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Porto Alegre, quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Transporte

Notícia da edição impressa de 15/02/2018. Alterada em 14/02 às 17h19min

Fluxo nas estradas pedagiadas avançou apenas 2% em janeiro

Entre fevereiro do ano passado e o primeiro mês do ano, movimentação de veículos leves teve avanço de 2,2%

Entre fevereiro do ano passado e o primeiro mês do ano, movimentação de veículos leves teve avanço de 2,2%


/ANA PAULA APRATO/ARQUIVO/JC
A circulação de veículos pelas estradas pedagiadas do País registrou pequena elevação de 0,2% em janeiro na comparação com dezembro do ano passado, já descontados os efeitos sazonais. Os dados são da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), compilados pela Tendências Consultora Integrada.
Na mesma base de comparação, as passagens de veículos leves pelas praças de pedágios aumentaram 0,1% ante dezembro, também descontados os efeitos sazonais. Já os veículos pesados circularam 0,3% menos do que se movimentaram em dezembro. Neste corte, os dados também foram submetidos ao filtro da dessazonalização. "O crescimento do índice total foi proporcionado pela elevação do fluxo de veículos leves, o que converge com o processo em curso de melhora da situação financeira das famílias e propicia ampliação de suas decisões de consumo", explica Thiago Xavier, analista da Tendências Consultoria.
Para ele, diante das perspectivas de maior aquecimento do mercado de trabalho e de crédito, é de se esperar que tal dinâmica se mantenha ao longo deste ano.
A leitura dos últimos 12 meses mostra um crescimento acumulado de 2,1% no fluxo total de veículos pelas estradas administradas pelas concessionárias privadas. Entre fevereiro do ano passado e janeiro deste ano, a movimentação dos veículos leves nas estradas pedagiadas acumula avanço de 2,2%; e a dos pesados, alta de 1,8%.
A avaliação de Xavier é a de que, apesar da retração registrada em janeiro, o fluxo de veículos pesados também deve sustentar trajetória de crescimento em 2018. Para ele, o recuo dos pesados no mês passado decorre de uma acomodação normal após o expressivo aumento de 2,6% registrado em dezembro, em termos dessazonalizados.
"Dessa forma, o resultado não altera as perspectivas positivas para o índice de pesados no ano, visto que os fundamentos continuam favoráveis à atividade industrial, principalmente, em razão do maior otimismo dos empresários industriais e dos efeitos defasados do afrouxamento monetário sobre a demanda doméstica, em um quadro de controle inflacionário", explica Xavier
 

Família Bertin oferece Rodoanel aos credores

O grupo Heber, da família Bertin, pretende pagar seus credores com o que conseguir levantar na venda da concessionária que administra os trechos Leste e Sul do Rodoanel de São Paulo, a SPMar. Trata-se do ativo mais valioso do grupo, que também é dono de uma construtora, entre outras empresas. A venda da administradora do Rodoanel é a base do primeiro plano de recuperação judicial formulado pelo grupo, que deve cerca de R$ 8 bilhões.
O grupo propõe que o recebido com o leilão da SPMar vá diretamente para o pagamento dos credores. Sugere ainda que as dívidas acima disso sejam perdoadas. A Caixa é a principal credora do Heber, com quase R$ 3 bilhões a receber.
O grupo não apresentou no plano estimativa sobre quanto deve levantar com a venda da concessionária do Rodoanel. A ideia é que o leilão ocorra em até 24 meses após a aprovação do plano.
A proposta de reestruturação do Heber ainda deve sofrer alterações até que seja de fato levada à votação em assembleia de credores em alguns meses. A modelagem dessa primeira versão, porém, deve servir como base para as negociações a partir de agora.
O Heber entrou em recuperação judicial em agosto do ano passado. Foram incluídas 10 companhias do grupo no processo - entre elas, a própria concessionária do Rodoanel.
Os negócios da família Bertin estão em crise há alguns anos. Endividada e sem dinheiro para arcar com os altos investimentos demandados no Rodoanel, a crise se agravou. No ano passado, o Banco Fibra entrou com pedido de falência da Contern, uma das empresas do grupo, precipitando o pedido de recuperação judicial.
O grupo é representado no caso pelo escritório Thomaz Bastos, Waisberg e Kurzweil. Os Bertin controlavam um dos mais importantes frigoríficos do País até que, por dificuldades financeiras, o negócio foi vendido à JBS.
O grupo decidiu então apostar no setor de infraestrutura, com investimentos em termoelétricas e lances em dois dos projetos mais cobiçados do País à época: a usina de Belo Monte e o Rodoanel. As térmicas não saíram do papel, e o grupo acabou deixando Belo Monte.
 

EcoRodovias oferta R$ 2 bi por concessão

A EcoRodovias foi classificada em primeiro lugar na concorrência pela concessão do lote rodoviário de Montes Claros (MG). A companhia ofereceu R$ 2,060 bilhões pela outorga do ativo, quase o dobro do R$ 1,201 bilhão ofertado pelo segundo colocado, o consórcio Minas Itália - composto pelas construtoras Vilasa, Contorno e Preart, pelo fundo de investimento Titan Venture e pela Concremat. A terceira colocada, o consórcio Nova MG (dos ex-acionistas da MGO), ofereceu R$ 858,4 milhões.
As informações constam na ata da reunião da comissão responsável pelo processo. O critério da licitação é o de maior oferta pela outorga da concessão, sendo que não foi estipulado um valor mínimo. Segundo o edital da concorrência, o valor da outorga ofertada deverá ser pago ao poder concedente em parcelas mensais durante todo o prazo da concessão.
A concorrência refere-se à concessão, pelo prazo de 30 anos, de um lote rodoviário em Minas Gerais com 363,95 quilômetros de extensão. O lote é composto por 300 quilômetros da BR-135 - que se iniciam no entroncamento entre a rodovia e a BR-122/251/365 (Contorno de Montes Claros) e terminam no entroncamento com a BR-040 (são 22,65 quilômetros da MG-231 e 40,10 quilômetros da LMG-754).
As três licitantes protocolaram quatro envelopes cada, contendo a garantia da proposta, a proposta econômica, o plano de negócios das rodovias e a documentação de habilitação.
Segundo a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas de Minas Gerais, a partir da publicação do resultado no Diário Oficial do Estado, as empresas têm o prazo de cinco dias úteis para a interposição de recurso referente ao plano de negócio da EcoRodovias. O anúncio do vencedor da licitação depende desse procedimento e da homologação dos documentos de habilitação.
A concessionária vencedora do lote rodoviário deverá atuar em quatro frentes de trabalho: recuperação e manutenção; melhorias operacionais e de ampliação de capacidade e manutenção de nível de serviço; conservação; e serviços operacionais. O Capex previsto é de R$ 1,88 bilhão, concentrado principalmente em obras de ampliação de capacidade - são R$ 599,7 milhões em obras de duplicação a serem aplicados entre o segundo e o quinto ano de concessão.
De acordo com o edital, o valor estimado pela Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas-MG para o Valor Presente Líquido (VPL) da projeção das receitas da cobrança do pedágio, calculado com taxa de desconto de 9,20%, está orçado em R$ 2,012 bilhões, a preços referentes a janeiro de 2016.
 

Acidentes e mortes caem em 2017

A falta de atenção dos motoristas brasileiros foi a principal causa dos acidentes de trânsito ocorridos ao longo do ano passado, segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal). De acordo com balanço divulgado, só nas rodovias federais foram registrados 89.318 acidentes graves, resultando na morte de 6.244 pessoas e 83.978 feridos. Os números de mortos e feridos são menores que os de 2016, quando 6.419 pessoas morreram e 87 mil ficaram feridas em 96.590 acidentes nas rodovias federais - uma redução de 7,5% no total de acidentes e de 2,7% no número de óbitos.
 
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