Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 30 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Governo federal

Notícia da edição impressa de 31/01/2018. Alterada em 30/01 às 22h44min

Roberto Jefferson repreende Cristiane Brasil por vídeo em barco

O ex-deputado federal e presidente do PTB, Roberto Jefferson, criticou ontem sua filha, a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ), pelo vídeo em que ela, ao lado de um grupo de amigos em um barco, se defende das ações trabalhistas nas quais foi condenada. Apesar de afirmar que houve "deturpação" no episódio, Jefferson afirmou que "uma figura pública deve se portar como uma figura pública". Indicada pelo PTB para o comando do Ministério do Trabalho, ela teve a posse suspensa por liminares na Justiça.
Para Jefferson, ferramentas como Facebook e Instagram devem ser utilizadas por autoridades "apenas em caráter institucional". Em sua conta no Twitter, ele disse ainda que a repercussão do vídeo "fala por si".
Roberto Jefferson, contudo, também saiu em defesa da filha. Ele afirmou que "eram famílias no barco" e pediu "menos moralismo e menos machismo" nas redes sociais, onde as reações ao ocorrido foram majoritariamente negativas.
O vídeo ganhou repercussão nesta segunda-feira, e mostra Cristiane ao lado de quatro homens sem camisa em uma situação informal, durante um passeio de barco. Na gravação, ela minimiza as ações movidas por dois ex-motoristas na Justiça do Trabalho, nas quais acabou condenada. Elas foram a justificativa usada por um grupo de advogados para conseguir, na Justiça, a suspensão da posse da deputada como ministra do Trabalho. Após o governo conseguir derrubar a liminar no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, voltou a suspender a posse há uma semana. A ministra agora avalia a decisão proferida pelo STJ para, só então, decidir se mantém a liminar.
Na bancada do PTB na Câmara, a divulgação da gravação provocou insatisfação. Parlamentares já estavam incomodados com a insistência de Roberto Jefferson na indicação da filha para comandar o Ministério do Trabalho. Agora, a pressão ficou ainda maior. Na bancada e dentro do Planalto, houve a percepção de que a deputada não soube se preservar e respeitar a liturgia do cargo. Mas, apesar do novo embaraço, o Palácio do Planalto, segundo um interlocutor direto do presidente Michel Temer (PMDB), vai insistir na guerra judicial para deixar claro que é prerrogativa do presidente da República escolher e nomear ministros.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia