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Porto Alegre, quarta-feira, 24 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Governo Federal

Alterada em 24/01 às 19h45min

Presidente interino, Rodrigo Maia diz em nota que construiu a carreira combatendo as teses de Lula

'Construí minha carreira combatendo, no campo da política, as teses defendidas pelo ex-presidente Lula e pelo PT', disse Maia

'Construí minha carreira combatendo, no campo da política, as teses defendidas pelo ex-presidente Lula e pelo PT', disse Maia


EVARISTO SA/AFP/Arquivo/JC
No exercício da Presidência da República, já que Michel Temer está na Suíça, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, contrariou a recomendação do governo de manter "silêncio" sobre o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula de Silva e nesta quarta-feira (24), divulgou uma nota oficial para comentar a condenação. Apesar de na assinatura Maia se colocar como presidente da Câmara, o documento foi divulgado pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República.
"Construí minha carreira combatendo, no campo da política, as teses defendidas pelo ex-presidente Lula e pelo PT. Ainda assim, quem tem responsabilidade pública, em qualquer Nação, não pode estar celebrando o dia de hoje", disse.
Tido como pré-candidato à eleição presidencial, Maia afirmou ainda que apesar da condenação ter sido confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, "na política, o melhor foro de enfrentamento de teses diferentes é a campanha eleitoral". "Nela, o veredicto é dado pelas urnas. Mas a campanha não começou, e quem se pronunciou hoje foi o Poder Judiciário. É necessário ouvi-lo e respeitá-lo", afirmou.
Maia destacou ainda que o resultado do julgamento mostra que o Brasil é uma democracia madura onde as instituições funcionam plenamente. "Toda e qualquer manifestação em relação à sentença proferida hoje, em Porto Alegre, deve respeitar a ordem institucional. Tenho certeza que o Brasil seguirá pacificamente rumo à superação", completou.
Durante todo o dia, auxiliares próximos do presidente Michel Temer diziam que a ordem era não comentar o julgamento e que não havia sentido o governo se posicionar sobre o caso.
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