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Porto Alegre, terça-feira, 23 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Operação Lava Jato

Notícia da edição impressa de 24/01/2018. Alterada em 23/01 às 21h37min

Protesto convocado pelo Vem Pra Rua reuniu 200 manifestantes no Parcão

Manifestantes se concentraram na esquina da avenida Goethe com a rua Mostardeiro

Manifestantes se concentraram na esquina da avenida Goethe com a rua Mostardeiro


MARCO QUINTANA/JC
Diego Nuñez
O bairro Moinhos de Vento entardeceu verde e amarelo nesta terça-feira. O movimento Vem Pra Rua, coletivo que vem sendo um dos mais atuantes em favor da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reuniu cerca de 200 manifestantes na esquina da avenida Goethe com a rua Mostardeiro, onde se localiza o Parque Moinhos de Vento, o Parcão.
Aos gritos de "Lula na cadeia", "o PT morreu", "(juiz) Sérgio Moro, estamos com você" e intensas buzinadas provocadas por cartazes que pediam a manifestação dos motoristas a favor da condenação de Lula que passavam pelo local, os manifestantes se revezavam entre as duas vias exibindo diversos cartazes, que iam desde um simples "Lula na cadeia" até "acabou o tempo do colonialismo e da impunidade", chegando a grupos que ostentavam a frase "intervenção militar já".
Além de Porto Alegre, o ato aconteceu em outras 41 cidades do Brasil - na Avenida Paulista, em São Paulo, ocorreu a concentração mais expressiva. Para a porta-voz do movimento na capital gaúcha, Iria Cabrera, o ato "não tem nada de político. É um crime comum, que ele (Lula) já foi condenado. A gente não pretende mudar a decisão de um juiz". 
Iria acredita piamente na condenação do ex-presidente. Não é a única: a maioria dos manifestantes se mostrou bastante otimista com o resultado do julgamento, que acontece nesta manhã. O objetivo do ato é participar da narrativa que está sendo escrita em torno do processo: "queremos contar o lado da história que não está sendo contado. Mostrar o lado correto, que é a Justiça", afirmou Iria.
"Queremos que se faça Justiça. Eu acredito que ele vá ser condenado", disse o engenheiro civil Luis Antônio Senger, de 63 anos, que carregava um cartaz com os dizeres "o Brasil tem fome e sede de Justiça". Mesmo convicto na condenação, Senger ainda apresentou certa desconfiança no Judiciário: "para nós, não interessa: se ele passar 24 horas na cadeia, e for solto, vale a vergonha nacional dele".
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