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Porto Alegre, segunda-feira, 22 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Operação Lava Jato

Notícia da edição impressa de 23/01/2018. Alterada em 22/01 às 22h46min

Agricultores sem terra marcham em apoio a Lula

De acordo com os organizadores, cerca de três mil trabalhadores participaram da marcha

De acordo com os organizadores, cerca de três mil trabalhadores participaram da marcha


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Marcus Meneghetti
"Defender Lula é defender a democracia", dizia a faixa levada por lideranças como o dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, os deputados federais petistas Dionilso Marcon, Maria do Rosário e Paulo Pimenta, e o presidente da Assembleia Legislativa, Edegar Pretto (PT), durante a marcha organizada pela Via Campesina ontem de manhã, quando, conforme os organizadores, cerca de 3 mil pessoas caminharam das proximidades da ponte do Guaíba até o Anfiteatro Pôr-do-Sol.
O grupo de apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - composto principalmente por agricultores - montou acampamento na área em frente ao anfiteatro. Eles pretendem ficar no local até amanhã, quando ocorre o julgamento no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) do recurso do ex-presidente contra a sentença do juiz Sérgio Moro.
Moro condenou o petista a mais de nove anos de prisão por supostamente ser o dono de um triplex no Guarujá, podendo responder em liberdade. O juiz sustenta que o imóvel foi doado como propina ao ex-presidente pela empreiteira OAS, em troca de benefícios em contratos com a Petrobras.
O julgamento do recurso que busca reverter a sentença tem grande relevância para as eleições deste ano: caso seja negado, Lula ficará impedido de concorrer ao Palácio do Planalto, pois a Lei da Ficha Limpa impede candidatos condenados em segunda instância de disputar eleições; caso seja acolhido, o petista pode concorrer.
Muitos manifestantes sustentavam em cartazes que "eleição sem Lula é fraude". Correligionários do ex-presidente, como o deputado federal Elvino Bohn Gass, dizem que a condenação no caso do triplex carece de provas.
"A sociedade está começando a entender que condenar sem provas é fraude. A luta em defesa do Lula, na verdade, é em defesa da democracia. Afinal, estamos lutando para que o povo possa decidir nas eleições se quer o Lula como presidente outra vez. O movimento contra o ex-presidente é para impedir que o povo tenha essa opção. E isso é golpe, é fraude", avaliou Bohn Gass.
Maria do Rosário disse o PT não pensa em outro candidato caso Lula seja impedido de concorrer. "Lula é o nosso candidato, porque, a essa altura, não é mais uma candidatura do PT, é da esquerda, dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil", afirmou.
Stédile corroborou a tese da parlamentar. "Querem barrar a candidatura de Lula, porque ele não é mais candidato do PT, nem da esquerda, nem de nenhum partido. Ele se tornou um símbolo da classe trabalhadora. Cada classe social vai apresentar seus candidatos. A burguesia está preparando Geraldo Alckmin (PSDB), Luciano Huck, Jair Bolsonaro (PSC, mas deve concorrer pelo PSL) etc. A classe média deve lançar a Marina Silva (Rede). Mas os trabalhadores só têm um representante: o Lula", comentou.
O líder do MST disse ainda que espera que a manifestação de ontem "incentive o povo a perceber que o golpe não foi para tirar a presidente Dilma (Rousseff, PT), mas sim para jogar todo o peso da crise na classe trabalhadora. Enquanto as elites pressionam os governos, o Parlamento e o Judiciário através do poder econômico, o único espaço que o povo tem para manifestar a sua vontade é a rua. As mobilizações populares sempre salvaram a democracia brasileira".
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