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Porto Alegre, sexta-feira, 19 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Reforma da previdência

Notícia da edição impressa de 18/01/2018. Alterada em 18/01 às 00h17min

Fim da Justiça do Trabalho é retrocesso, avalia TST

 'Somos a Justiça que mais julga',  diz presidente do TST, Ives Gandra

'Somos a Justiça que mais julga', diz presidente do TST, Ives Gandra


MARCELO CAMARGO/MARCELO CAMARGO/ABR/JC
O presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Ives Gandra Martins Filho, rebateu, nesta quarta-feira, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, e disse que a extinção da Justiça do Trabalho seria um "retrocesso para o País e para a sociedade".
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Jefferson defendeu o fim da Justiça do Trabalho e a chamou de uma "excrescência nacional" e de uma "babá de luxo". As críticas devem-se à suspensão da posse de sua filha, Cristiane Brasil (PTB), para o comando do Ministério do Trabalho.
O presidente do TST disse, em nota pública, que os argumentos apresentados pelo político "não condizem com a realidade" e "com o papel da instituição". Segundo ele, a Justiça do Trabalho é a que "mais julga" e a "mais eficiente".
"Somos a Justiça que mais julga e a mais eficiente. Somos também a que mais concilia, ou seja, a que soluciona processos, evitando ou solucionando greves que impactariam toda a sociedade", disse.
Na entrevista, Jefferson disse ainda que não vê qualidades na Justiça do Trabalho para "dar lição de moral".
Segundo Ives Gandra, não cabe a ela dar lição de moral, já que sua competência é apenas de "aplicar o direito quando provocada pela parte que alega violação na relação de trabalho".
O dirigente petebista também afirmou que a Justiça do Trabalho é uma "babá de luxo" por ter custado, no ano passado, mais de três vezes do que gerou em acordo e indenizações.
A posse de Cristiane Brasil foi barrada pelo juiz Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal de Niterói, por ela ter tido condenações trabalhistas. A decisão foi mantida por desembargador do TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região. Agora, o presidente Michel Temer (PMDB) pretende recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). Na semana passada, a equipe do presidente recebeu a avaliação de que, em caso de recurso, a tendência era de que a presidente do STJ, Laurita Vaz, mantivesse a suspensão da posse. A partir desta quinta-feira, contudo, ela deixa o plantão judiciário, e quem assume é o vice-presidente, Humberto Martins.
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Comentários
Alexandre 19/01/2018 11h22min
Empresas saindo do Brasil ....isso é loucura. nAlguns dados ...nSobre a Siemens no BrasilnHá mais de 110 anos no país, a Siemens construiu uma história associada à melhoria da infraestrutura e qualidade de vida da população, tornando-se a maior empresa de tecnologia integrada do Brasil.nGeneral Motors do Brasil (GMB) é a maior subsidiária da General Motors na América do Sul e a segunda maior operação fora dos Estados Unidos.[1] A empresa foi fundada em 1925 .
Sérgio Gonçalves Neto 18/01/2018 12h30min
A questão da Justiça do trabalho está muito além do gasto exorbitante que a caracteriza como ineficiente. A Ideologização de grande parte dos magistrados, tratam os reclamantes como coitados, extinguindo as empresas e portanto os empregos, afugentando as empresas do país. É quase impossível manter empregos e renda no Brasil com uma justiça INJUSTA! Alguma coisa precisa ser feita. Não é possível admitir esse tratamento ideológico.
Adão 18/01/2018 07h13min
A justiça do trabalho, deve ser extinta; o país deve estabelecer agilidade nos processos, tornando uma justiça civil, mais rápida e, presente.nPois ao longo de minha carreira, já pude observar a falta de isenção de imparcialidade e, critérios de julgamento.
Daniel 18/01/2018 05h15min
Já que custou mais de três vezes os valores dos acordos é prova irrefutável que algo está muito errado. Com coisas deste tipo nunca sairemos do vermelho. Muda Brasil!!