Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 15 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Operação Lava Jato

Notícia da edição impressa de 16/01/2018. Alterada em 15/01 às 22h31min

Juízes pedem reforço para julgamento de Lula

Além de Cármen Lúcia (e), Thompson Flores teve encontros com Raquel Dodge e Etchegoyen

Além de Cármen Lúcia (e), Thompson Flores teve encontros com Raquel Dodge e Etchegoyen


CARLOS MOURA/SCO/STF/JC
Em visita à ministra Cármen Lúcia no Supremo Tribunal Federal (STF) ontem, o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Roberto Veloso, pediu reforço de segurança para o prédio e os juízes do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) em razão do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Veloso disse estar "muito preocupado" com as ameaças de que teve conhecimento, sobretudo as veiculadas em redes sociais. Ele disse que levará a diretoria da Ajufe para visitar o TRF-4 na próxima segunda-feira para "prestar solidariedade ao tribunal". O julgamento do recurso de Lula está marcado para a próxima quarta-feira, 24 de janeiro.
O representante dos juízes federais afirmou que levaria um pedido de providências ao ministro da Justiça, Torquato Jardim. "Vamos levar um pedido para que ele (Jardim) tome medidas acautelatórias e apure as responsabilidades já dos atos convocatórios. Primeiro, se o patrimônio público está ameaçado, é preciso que os órgãos da segurança pública, tanto o federal quanto o estadual, tomem as providências no sentido de garantir que os prédios públicos sejam preservados. Segundo, a questão da segurança dos magistrados, porque uma das principais questões que a Ajufe defende e defenderá sempre é a independência dos juízes", declarou.
"A ministra (Cármen Lúcia) falou que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) é o órgão (do Judiciário) encarregado da segurança dos prédios públicos. Diante disso, nós vamos encaminhar ainda hoje um ofício ao CNJ pedindo providências", complementou.
De acordo com Veloso, os magistrados do TRF-4 e seus familiares já tiveram sua segurança reforçada, tanto por agentes do próprio tribunal como da Polícia Federal.
Na manhã de ontem, a ministra Cármen Lúcia também recebeu na Suprema Corte o presidente do TRF-4, o desembargador federal Carlos Eduardo Thompson Flores, para tratar da segurança no dia do julgamento.
O desembargador também almoçou com o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen, no Palácio do Planalto e, à tarde, o se reuniu com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge.
Apesar de o teor da conversa entre Thompson Flores e Cármen Lúcia não ter sido divulgado, dentro do STF, a avaliação é a de que o julgamento é dos mais delicados, por envolver o ex-presidente Lula e ter impacto direto na próxima eleição para a presidência da República.
Para Veloso, está havendo um "alarde desnecessário" em torno do julgamento do recurso de Lula na segunda instância da Justiça Federal, porque não será ainda a decisão final.
"O Brasil é pródigo em recursos. Caso venha a ser confirmada a sentença, haverá possibilidade de recurso para o STJ (Superior Tribunal de Justiça), haverá possibilidade de recurso para o STF, e dependendo de haver maioria ou não, o próprio tribunal pode ser um destinatário de recursos", disse o presidente da Ajufe.
A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, chamou de "cortina de fumaça" a acusação de que os desembargadores do TRF-4 estão sofrendo ameaças. Para Gleisi, isso ocorre porque o presidente do tribunal está com "um pepino" nas mãos e precisa desviar as atenções da "ausência de provas" contra Lula.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia