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Porto Alegre, segunda-feira, 15 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Operação Lava Jato

15/01/2018 - 12h10min. Alterada em 15/01 às 12h57min

PF indicia Fernando Haddad por caixa 2 em campanha de 2012

Investigação apura pagamento de R$ 2,6 milhões da empreiteira UTC à chapa do petista

Investigação apura pagamento de R$ 2,6 milhões da empreiteira UTC à chapa do petista


MARCELO G. RIBEIRO/JC
A Polícia Federal indiciou o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) e funcionários de sua campanha para a Prefeitura em 2012 sob suspeita de caixa dois eleitoral. As informações foram confirmadas à reportagem pela PF nesta segunda-feira (15).
A campanha era investigada pela operação Cifra Oculta, um desdobramento da Lava Jato que apura o pagamento, pela empreiteira UTC, de dívidas da chapa do petista referentes a serviços gráficos no valor de R$ 2,6 milhões. Segundo três delatores da Lava Jato, o ex-deputado estadual Francisco Carlos de Souza, o "Chico Gordo" ou "Chicão", recebeu, por meio de gráficas ligadas a ele, R$ 2,6 milhões em propina da Petrobras para pagar dívidas da campanha de 2012 de Haddad.
O pedido para que o dinheiro fosse entregue à gráfica foi feita pelo ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. A delação do dono da UTC, Ricardo Pessoa, serviu como ponto de partida para o inquérito. Além de Haddad, foram indiciados Souza; João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT; Chico Macena, coordenador da campanha e outras três pessoas que trabalhavam para uma das gráficas investigadas.
Em junho de 2017, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em São Paulo, São Caetano e Praia Grande. Dias depois, Souza prestou um depoimento em que disse que recebeu recursos em caixa dois da empreiteira UTC como pagamento de serviços prestados a candidatos do PT nas eleições de 2012. No entanto, negou que tais valores serviram para quitar dívida de campanha de Haddad.
Chicão foi alvo de ação na Justiça Eleitoral movida pelo PSDB em processo que investiga a campanha presidencial da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer em 2014. A suspeita é de que a gráfica seja uma empresa de fachada, sem capacidade de produção de material para campanha e emissora de notas frias.
Em nota, a assessoria de imprensa de Haddad afirma que o indiciamento por falsidade ideológica (caixa dois) "é um ato discricionário do delegado João Luiz de Moraes Rosa, que não implica em contraditório".
"João Luiz de Moraes Rosa desconsiderou o depoimento do dono da gráfica, o empresário Francisco Carlos de Souza que negou ter recebido recursos da UTC para quitar divida de campanha do ex-prefeito Fernando Haddad. O delegado também desconsiderou as provas apresentadas que atestam a suspensão da única obra da UTC na cidade, o túnel da avenida Roberto Marinho, em fevereiro de 2013, data anterior portanto ao suposto pagamento", afirma Haddad.
Segundo o comunicado, a equipe do ex-prefeito diz ter "confiança" de que a ação será bloqueada pela Justiça, "da mesma forma que outras ações do delegado João Luiz de Moraes Rosa".

Haddad nega envolvimento em irregularidades na campanha de 2012

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) se manifestou nesta segunda-feira (15) sobre o seu indiciamento pela Polícia Federal, pelo suposto crime de falsidade ideológica. Por meio de sua assessoria, Haddad negou enfaticamente envolvimento em irregularidades na campanha de 2012.
"Não há o mínimo indício de qualquer participação de Fernando Haddad nos atos descritos por um colaborador sem credibilidade, cujas declarações já foram colocadas sob suspeita em outros casos. O uso descuidado do indiciamento sem elementos concretos de prova banaliza o instituto que deveria ser reservado para situações em que ao menos haja indicio de envolvimento de alguém em atos ilícitos", diz o texto.
"O delegado desconsiderou o depoimento do dono da gráfica, o empresário Francisco Carlos de Souza que negou ter recebido recursos da UTC para quitar divida de campanha do ex-prefeito Fernando Haddad.
O delegado também desconsiderou as provas apresentadas que atestam a suspensão da única obra da UTC na cidade, o túnel da avenida Roberto Marinho, em fevereiro de 2013, data anterior portanto ao suposto pagamento. Da mesma forma que outras ações do delegado João Luiz de Moraes Rosa foram bloqueadas pela Justiça, temos a confiança que está terá o mesmo destino.
Com informações da Folhapress e Estadão Conteúdo
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Comentários
Maria Aparecida da silva gomes 15/01/2018 12h57min
Continuem perseguindo os políticos do Partido dos Trabalhadores; aponte qual político de outro partido, não usou nenhum ilícito pra se eleger, ou quando estava no exercício do mandato.