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Porto Alegre, domingo, 14 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Câmara dos Deputados

Notícia da edição impressa de 15/01/2018. Alterada em 14/01 às 21h41min

Bolsonaro gasta 39% a mais com cota parlamentar para viagens

Visitas a estados subiram de 23 para 83 nos últimos três anos

Visitas a estados subiram de 23 para 83 nos últimos três anos


MARCELO G. RIBEIRO/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Dia 8 de fevereiro de 2017. O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) viaja para Campina Grande, segundo maior colégio eleitoral da Paraíba, para dar palestras, falar com eleitores em praças e conceder entrevistas a rádios locais. "Hoje estou perdendo a sessão em Brasília. Gostaria de estar lá, mas para quem tem pretensões outras tem de estar muito bem preparado para aquele momento em 2018", declarou na ocasião, ao conversar com veículos de imprensa paraibanos - aos quais também disse que sua meta era fazer duas viagens para fora da capital federal por mês. A promessa foi cumprida.
Em campanha para a presidência da República nas eleições deste ano, Bolsonaro aumentou seus gastos com passagens aéreas pagas com dinheiro público da Câmara dos Deputados. Conforme um levantamento feito pelo Estadão/Broadcast, nesta legislatura (entre 2015 e 2017), o deputado fluminense gastou 39% a mais com passagens custeadas pela Câmara do que no período anterior (de 2011 a 2014): passou de R$ 261 mil para R$ 362 mil.
O parlamentar mudou o perfil de suas viagens nos últimos três anos: os deslocamentos para outros estados saltaram de 23 para 83 - uma média de 2,3 por mês. A um ano para o fim da atual legislatura, ele já se deslocou 351 vezes. Na legislatura passada, foram 404 viagens.
Procurado, o deputado não foi localizado. Em um informativo de prestação de contas, ele justifica suas viagens como uma troca de experiências sobre a administração pública. Bolsonaro tem direito a R$ 35.759,97 mensais por meio da cota parlamentar para viagens. Entre 2015 e 2017, ele gastou R$ 967 mil dos R$ 1,3 milhão que tinha direito. De acordo com as normas da Câmara, "não serão permitidos gastos de caráter eleitoral". 
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