Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 08 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

eleições 2018

Notícia da edição impressa de 09/01/2018. Alterada em 08/01 às 22h20min

Partidos ensaiam lançar 'não políticos' para a corrida ao governo em sete estados

Em pelo menos sete estados, "outsiders" - nomes de fora da política - tentam viabilizar candidaturas aos governos locais, mas enfrentam resistência diante de alianças firmadas pelos partidos com mais representatividade no Congresso e dificuldade em conseguir melhorar índices de intenção de voto.
Levantamento feito pelo Estadão aponta que, a 10 meses da eleição, pré-candidatos vindos da área empresarial e do Judiciário buscam espaço no Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Tocantins e São Paulo.
A iniciativa de lançar nomes de fora da política para a disputa estadual em 2018 parte, principalmente, de siglas menores ou criadas recentemente. O partido Novo, registrado em setembro de 2015, é a principal legenda dos "outsiders": são três pré-candidatos já lançados e outras duas em negociação.
Criada no mesmo ano pela ex-ministra Marina Silva, a Rede Sustentabilidade busca nomes na Justiça. "A única forma de oxigenar o sistema político é trazendo novos nomes e ideias, não só de jovens, mas pessoas experientes de outras áreas que poderiam ser candidatas", disse o porta-voz da Rede, Zé Gustavo.
Conhecido como um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa, o juiz aposentado Márlon Reis é pré-candidato ao governo do Tocantins pela Rede. Em 2012, foi o primeiro juiz a exigir que os candidatos divulgassem antecipadamente os doadores de campanha, o que se tornou lei nacional.
"Sou um 'outsider' porque não fazia parte dos mecanismos partidários. Só recentemente cheguei para esse tipo de atuação, mas sempre estive na política. São poucos ('outsiders') disputando cargos majoritários pela dificuldade de mobilizar grandes contingentes eleitorais", disse Reis.
No Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas e Distrito Federal, os "outsiders" são filiados ao Novo e da área empresarial. "Nossa maior dificuldade foi encontrar pessoas dispostas a participar e abrir mão da atividade profissional para se dedicar a um possível mandato", explicou Moisés Jardim, presidente do partido.
No Rio Grande do Sul, o nome escolhido é Mateus Bandeira, ex-presidente do Banrisul. Já o ex-técnico da seleção brasileira de vôlei Bernardinho pode ser candidato no Rio de Janeiro. Em São Paulo, o Novo cogita lançar o líder do movimento Vem Pra Rua, Rogério Chequer.
Em Minas, o escolhido foi o empresário Romeu Zema Neto, do Grupo Zema. No Distrito Federal, o pré-candidato é Alexandre Guerra, presidente da rede de restaurantes Giraffas. Para ele, partidos tradicionais tentam firmar candidaturas com base em "coalizões e distribuição de cargos", enquanto o Novo busca "mérito".
Mato Grosso do Sul é outro estado em que um "outsider" do Judiciário pode disputar o cargo de governador. O juiz aposentado Odilon de Oliveira, que se filiou ao PDT, ficou conhecido por combater o narcotráfico na fronteira com o Paraguai. Aos 68 anos, está aposentado desde outubro. Uma semana antes de deixar o cargo, decretou a prisão do italiano Cesare Battisti - revogada posteriormente.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia