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Porto Alegre, segunda-feira, 08 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Operação Lava Jato

Notícia da edição impressa de 08/01/2018. Alterada em 08/01 às 10h49min

Atos pró-Lula pretendem reunir 50 mil pessoas

Movimentos estão proibidos de acampar no parque em frente ao TRF-4

Movimentos estão proibidos de acampar no parque em frente ao TRF-4


FREDY VIEIRA/JC
Paulo Egídio
A menos de vinte dias do julgamento de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4) em Porto Alegre, movimentos sociais pró-Lula já definem a agenda de manifestações de apoio ao ex-presidente. Eles prometem reunir 50 mil pessoas nas proximidades do Tribunal em 24 de janeiro, dia do julgamento do recurso da defesa do ex-presidente contra a condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Se a sentença do juiz federal Sérgio Moro, que comanda os processos da Operação Lava Jato, for confirmada em segunda instância, Lula pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, o que o impediria de concorrer nas eleições de outubro, ou até mesmo ser preso.
Os atos de solidariedade ao petista são organizados pela Frente Brasil Popular, formada por movimentos sociais, centrais sindicais e partidos políticos de esquerda. O grupo chegou a criar uma "vaquinha" on-line para custear as despesas com infraestrutura, eventos e deslocamentos para Porto Alegre.
A campanha, que promete trazer à capital juristas, intelectuais, artistas e nomes internacionais para "defender a democracia e o direito de Lula ser candidato", tem a meta de arrecadar R$ 300 mil. Até as 18h de ontem, já haviam sido arrecadados R$ 77,3 mil, e a campanha liderava em doações nas últimas 72 horas na plataforma da Vakinha on-line. 
O assim chamado "acampamento de resistência" ainda não tem local definido, mas deve ser montado ainda no dia 22 e servirá como ponto de referência dos defensores de Lula na capital gaúcha. Claudir Nespolo, presidente da Central Única dos Trabalhadores no Estado (CUT-RS), diz que haverá uma "ampla convocação" de militantes nos três estados da região Sul e campanhas de adesão em bairros de Porto Alegre. 
Mesmo impedido pela Justiça de instalar acampamento no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, que fica em frente ao prédio do TRF-4, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) também virá à capital gaúcha. Conforme o dirigente do MST no Rio Grande do Sul, Cedenir Oliveira, a mobilização deve atrair militantes da base, residentes em assentamentos e acampamentos no interior do Estado.
O MST espera trazer de 1,5 mil a 2 mil integrantes gaúchos à Capital, além de articular a vinda de caravanas de Santa Catarina e do Paraná. "Queremos fazer um ato público demonstrando que há uma articulação para retirar o ex-presidente do processo eleitoral. Eleição sem a presença do Lula é uma fraude", defende Oliveira.
Uma reunião entre os manifestantes e a Secretaria Estadual de Segurança, com participação de representantes do Ministério Público Federal (MPF), está agendada para amanhã, em que serão determinados os locais de manifestação para o dia do julgamento. "Não queremos nenhum tipo de vandalismo, baderna ou quebra-quebra", salienta Nespolo. No dia 24, já está previsto acampamento em local "mais próximo possível do tribunal", adianta.
O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), chegou a solicitar na quinta-feira passada o apoio do Exército Brasileiro (EB) e da Força Nacional para fazer a segurança no dia do julgamento. No Twitter, Marchezan usou como argumento "manifestações de líderes políticos que convocam uma invasão em Porto Alegre". "Tomei essa medida para proteger o cidadão e o patrimônio público", justificou.
O pedido acabou gerando reação até de autoridades, como do secretário estadual de Segurança, Cezar Schirmer, que coordena a estratégia para o dia. Ao comentar a solicitação, Schirmer afirmou: "é inócuo, não tem consequência fática e concreta". 

O que movimentos pró-Lula programam para Porto Alegre:

Dia 22
Juristas vão debater o processo federal que levou à condenação do ex-presidente. Será a primeira ação pró-Lula antes do julgamento no TRF-4.
Onde: sede da Federação dos Trabalhadores em Instituições Financeiras (Fetrafi-RS), que fica na rua Fernando Machado, 820, no Centro.
Dia 23
Manhã: Encontro de mulheres, com a presença da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e de lideranças feministas.
Onde: sede da Fetrafi-RS.
Tarde: Fórum Social Mundial com a presença dos senadores Paulo Paim (PT-RS) e Roberto Requião (PMDB-PR). O evento também será um contraponto ao Fórum Econômico Mundial, que será aberto em Davos, na Suíça, na mesma data.
Onde: Anfiteatro Dante Barone, na Assembleia Legislativa. 
Noite: Caminhada com saída da Esquina Democrática, Centro de Porto Alegre, até a sede do acampamento (local a ser definido), que abrigará uma "Virada Cultural". 
Dia 24
Militantes se concentrarão nas proximidades do TRF-4. 
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