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Porto Alegre, quinta-feira, 04 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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polícia federal

Notícia da edição impressa de 05/01/2018. Alterada em 04/01 às 22h24min

Ex-primeira-dama do Amazonas é presa pela PF após arrombar boxes de armazenamento

Após ser filmada coordenando o arrombamento de boxes de armazenamento, a ex-primeira-dama do Amazonas Edilene Oliveira foi presa nesta quinta-feira e levada à carceragem da Polícia Federal (PF) em Manaus, onde já estava o seu marido, o ex-governador José Melo (Pros). Ambos são acusados de comandar desvios milionários na saúde. Segundo a Polícia Federal, Edilene e dois familiares foram à empresa Paraguardar no dia 23 de dezembro. Sem as chaves - apreendidas na véspera por uma operação da PF -, ela orientou os funcionários a arrombar dois boxes. Imagens de câmeras de segurança mostram ao menos uma caixa sendo levada por um dos seus acompanhantes.
A PF também afirma que o casal tentou intimidar construtores que fizeram reformas de uma mansão. Um deles disse, em depoimento, ter recebido R$ 500 mil em dinheiro vivo como pagamento por obras.
Ao acatar o pedido de prisão feito pelo Ministério Público Federal, a juíza Jaiza Fraxe afirmou que "recaem provas suficientes de materialidade do crime de peculato, do crime de lavagem, do crime de fraude em licitações, do crime de corrupção e do crime de formação de organização criminosa".
Para a juíza federal, "há fortes indícios de que ambos foram os líderes ativos de todas essas infrações penais que geraram rombo nos cofres da saúde do estado do Amazonas". Os dois estão em prisão preventiva, ou seja, sem prazo para a soltura.
Além do ex-governador, preso no domingo passado, três secretários de sua gestão também passaram a virada do ano atrás das grades: Afonso Lobo (Fazenda), Wilson Alecrim (Saúde) e Evandro Melo (Administração). As investigações sobre desvios na saúde começaram em setembro de 2016. Ao menos R$ 50 milhões de repasses do governo federal teriam sido roubados, segundo o MPF. Em maio, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou Melo por compra de votos para a sua reeleição, em 2014. Em agosto, houve novas eleições no Amazonas, com a vitória de Amazonino Mendes (PDT).
A reportagem tentou entrar em contato com um dos advogados de Melo, mas não houve resposta. Nos autos, o ex-governador é citado dizendo que não há provas contra ele e que "tudo não passa de 'fofocas de blogs'".
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