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Porto Alegre, quinta-feira, 04 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Operação Lava Jato

Notícia da edição impressa de 05/01/2018. Alterada em 04/01 às 22h24min

Jungmann discorda de Exército em Porto Alegre

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que não concorda com o emprego das Forças Armadas em Porto Alegre, como reforço à segurança da cidade, no dia 24 de janeiro, durante o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na quarta-feira, o prefeito da capital gaúcha, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), solicitou apoio do Exército e da Força Nacional (FN) para o dia do julgamento como medida preventiva aos protestos que estão sendo organizados por militantes do PT.
"Não cabe à prefeitura de Porto Alegre solicitar o emprego de Forças Armadas. Somente ao governo do Estado, e se houver perda de controle, o que não é o caso", declarou o ministro, acrescentando: "tampouco acho que haverá necessidade".
Jungmann argumentou que a Brigada Militar "é muito bem preparada e equipada, e sabe agir (em casos de distúrbio)". Ele avaliou que "estão maximizando esta situação". Jungmann avisou, ainda, que será contra caso haja um novo pedido de emprego das tropas federais em Porto Alegre.
No Twitter, Marchezan disse que líderes políticos "convocam uma invasão de Porto Alegre" e destacou que tomou esta iniciativa para "proteger o cidadão e o patrimônio público". Na carta enviada a Michel Temer (PMDB), na quarta-feira, o prefeito afirmou que há "ameaça de ocupação de espaços públicos municipais pelos diversos movimentos sociais que manifestaram-se publicamente nesse sentido" e que teria ocorrido "menção a desobediência civil e luta propugnadas nas redes sociais por alguns políticos, inclusive senadores da República". Ele solicitou tropas da FN e do Exército "para auxiliar na segurança da população e proteção dos próprios (prédios) públicos municipais, em razão do iminente perigo à ordem pública e à integridade dos cidadãos porto-alegrenses".
À reportagem, o prefeito diz que lideranças de diversas áreas, como do sistema penitenciário e do Legislativo, têm incitado a população a se manifestar. "O (ex-ministro José) Dirceu é um líder de presidiários e fez uma incitação para que as pessoas venham para cá defender uma pessoa. Enquanto líder eleito, estou defendendo a minha cidade."
Nesta quinta-feira, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, criticou as declarações do prefeito. Gleisi também comentou decisão da Justiça Federal de Porto Alegre, que, no final do ano passado, acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF) gaúcho e determinou a proibição de acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) nas proximidades do tribunal. A medida já está em vigor e é válida até três dias após a decisão do Tribunal. "Inacreditável! É muito medo do povo. Primeiro, o MPF-RS; agora, esse prefeito. Força Nacional e Exército? Quem está destruindo o patrimônio público e agredindo o cidadão é o governo golpista apoiado por vocês", disse.

Presidência da República pede à Defesa e à Justiça análise sobre tropas federais na cidade

A presidência da República pediu, nesta quinta-feira, aos ministérios da Defesa e da Justiça, que avaliem o ofício recebido do prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), pelo qual solicita tropas da Força Nacional e do Exército para o dia 24 de janeiro, quando o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) deve julgar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo a presidência, cabe aos dois órgãos avaliar a legalidade e a possibilidade de atendimento ao pedido. Depois de uma resposta dos dois ministérios, o tema deve ser discutido entre ministros e o presidente Michel Temer (PMDB).
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse à reportagem que, "pessoalmente", não vê a "possibilidade de emprego das Forças Armadas (nesse caso)". "Se consultado, reafirmarei a desnecessidade", disse o ministro. Jungmann informou que, até as 15h40min, o pedido ainda não havia chegado ao ministério, e ponderou que, normalmente, pedidos de operações de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) partem dos governadores dos estados, não de prefeitos, por força da Constituição.
No Ministério da Justiça, a assessoria informou que já existem 200 homens da Força Nacional em atividade no Rio Grande do Sul desde agosto de 2016. Segundo assessoria, caberia ao governo do Estado manejar esse contingente, caso necessário, para outras atribuições. Mas um eventual pedido de ampliação do número de soldados também poderia ser levantado pelo governador.
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