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Porto Alegre, domingo, 28 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Editorial

Notícia da edição impressa de 29/01/2018. Alterada em 28/01 às 21h27min

A velocidade máxima no trânsito e o massacre

Todos se horrorizam com os trágicos números das mortes registradas no trânsito das cidades e das rodovias federais e estaduais. É uma pauta recorrente em jornais, rádios e televisões, e que nunca saiu do trabalho diário dos veículos de comunicação. Nos chamados feriadões e fins de semana do verão - como agora -, então, é certo que teremos, pelo menos, uma chamada, às vezes, até mesmo manchete, na mídia sobre os mortos e feridos nos dias que deveriam ser só de lazer. Os ônibus, que pouco apareciam nesse tipo de notícia, agora estão ceifando vidas, geralmente durante a noite ou no início da madrugada.
Pessoas chegam aos prontos-socorros esfaceladas, sem braço, pernas, com traumatismos os mais diversos porque envolveram-se em acidentes geralmente após festas, noitadas em bares e "baladas", tão do agrado da juventude. Gostar de festa não é novidade há muitas gerações.
A juventude é alegre e espontânea, irreverente e até transgressora por natureza. Mas a festa precisa acabar assim? Foi mesmo diversão? Atitudes esfuziantes não raro acabam em morte. Cabe aos pais, principalmente, educarem pelo exemplo. Todos nós cometemos, uma vez ou outra, infrações de trânsito. Então, nós mesmos, adultos e veteranos no volante, vamos nos policiar quanto à obediência à sinalização.
A regra de ouro, básica, é não correr. Não adianta ficar culpando a fiscalização. Nós é que temos que nos disciplinar. Porto Alegre tem limite máximo de 60 km/h em avenidas, o que nos parece um exagero. Transitar a 50 km/h seria o ideal. Quanto mais devagar, a possibilidade de um acidente fatal ocorrer diminui, na razão direta da velocidade e na razão inversa do imponderável.
Autoridades do trânsito divulgam que entram, em média, em circulação em Porto Alegre, 70 automóveis por dia. Ora, não temos vias que escoem, rapidamente, essa quantidade de veículos. Logo, prevenir é o melhor, não remediar. A sinalização é importante em ruas e avenidas, mas obedecê-la é ainda o ideal. No entanto, acreditem, porto-alegrenses, se um motorista obedecer, fielmente, as regras de trânsito, será xingado pelos que estão atrás, ávidos por ultrapassar. Respeitar sinaleiras à noite, então, virou uma exceção. Diz-se que é questão de segurança, medo de assaltos e sequestros. Talvez, mas é um perigo coletivo.
Agora, muita aplicação do teste do bafômetro, que foi contestado - quando uma lei restritiva não o é no Brasil? -, para diminuir os acidentes causados pela ingestão de álcool por motoristas. Resumindo: ou nos educamos, ou manteremos essa lenga-lenga semanal, abastecendo os noticiários de jornais, rádios e televisões. Publicaremos artigos, entrevistas e editoriais citando a importância das pessoas serem responsáveis ao dirigir. Até o próximo feriadão, quando, monotonamente, lá estarão divulgadas dezenas de vítimas no trânsito desvairado de rodovias e cidades gaúchas. Então, voltamos ao fulcro da questão: educar é preciso, e não apenas os adultos - também importante -, mas os adolescentes.
As escolas que tenham aulas informais salientando a importância da sinalização ser obedecida, de andar devagar e do respeito ao próximo. Se colocamos, para toda a vida, crianças seguidoras dessa ou daquela religião, por qual motivo não conseguiremos o mesmo em termos de cidadania no trânsito? Por isso, temos que promover, sempre, um trânsito mais seguro, em cidades e rodovias. Fora disso, não esquecer que a morte é incorruptível, não se deixa subornar, como o guarda da esquina, eventualmente. Com ou sem bafômetro. Enfim, todo cuidado é pouco. 
 
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