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Porto Alegre, segunda-feira, 22 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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EDITORIAL

Notícia da edição impressa de 23/01/2018. Alterada em 22/01 às 21h54min

Turbulência não pode turvar a decisão da Justiça

O julgamento do recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), amanhã, está polarizando as opiniões contra e a favor da condenação que lhe foi imposta pelo juiz Sérgio Moro, a nove anos e meio de prisão. O que se pede, espera e todos desejam é que a Justiça decida, estritamente, em cima das normas legais, e que o veredicto seja aceito em ordem, mesmo que protestos sejam pertinentes. Mas, atualmente, no Brasil, nota-se que mais se fala para tergiversar ou enganar os adversários políticos do que em busca de um entendimento em favor dos interesses da Nação. Os parágrafos, alíneas e artigos que compõem os ritos para processos nas comissões da Câmara, do Senado e mesmo dos tribunais superiores deixam uma sensação de confusão na cabeça dos brasileiros comuns, a maioria.
Para muitos, há uma judicialização da política. Com certeza, não por culpa do STF, que são os políticos, às vezes por motivos apenas protelatórios, que a ele recorrem amiudadamente.
Novamente, protestos de grupos pedindo que o País deveria se preocupar em dar ao povo mais educação, saúde e segurança. Ninguém discorda desses pleitos. Essas metas devem ser permanentes, passando de governo a governo, sem importar qual o partido no poder. Devemos lembrar que quando o povo não acredita na probidade dos seus políticos e, menos ainda, dos partidos que existem, a imoralidade acaba se espalhando. Tudo indica que esse parece ser, para muitos, o caso brasileiro, talvez um exagero.
No entanto, a sensação que paira sobre os políticos em geral e os partidos é essa mesmo, descrença. Ao mesmo tempo, ouvem-se lamúrias nos meios de comunicação social por conta da corrupção. No entanto, a corrupção floresce quando há permeabilidade nas estruturas de Estado. Os protestos, sem vandalismo, são válidos, mas se esvaíram pela falta de resultados práticos, na melhoria do que foi pleiteado, devendo apenas se abominar pedidos para regimes de exceção, ditatoriais, um erro sempre. Nos ditos movimentos sociais invadindo áreas privadas e bloqueando ruas e avenidas, se a polícia age, está reprimindo com violência. Se não faz nada, os prejudicados reclamam, e com razão. Ora, levar para uma delegacia quem quebra vidraças de bancos não é repressão desmedida e, muito menos, fora da legalidade ou contra as manifestações em si.
Contra o vandalismo, pedem-se punições. Quanto à Justiça, a carência de meios humanos e materiais é grande. Às vezes, ela é demorada, verborrágica, processualística em demasia e aplica códigos ultrapassados no tempo, no espaço e na realidade nacional. Então, é na educação - desde a mais tenra idade - que está a cura para os nossos males. Não existem instituições corruptas no País, mas sim pessoas sem ética e moral sólidas. A demanda reprimida que temos em busca de mais igualdade - mas com diferenças de méritos - nunca será plenamente satisfeita. Mas, se a mantivermos com perseverança, como se fosse o nosso destino como Nação, com certeza a alcançaremos.
O subconsciente age sobre o corpo e a mente, de maneira individual ou coletiva, e aí começa a restauração que queremos para a nossa cidade, o nosso Estado e o nosso Brasil. Não basta a indignação, é preciso uma mudança quase drástica nas estruturas das cidades, dos estados e do País. Se cada segmento melhor aquinhoado da sociedade abrir mão de algum privilégio em favor do coletivo, atingiremos um novo patamar socioeconômico mais rápido do que imaginado. O progresso do Brasil é sim um caso de amor entre nós e a Nação.
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