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Porto Alegre, quinta-feira, 18 de janeiro de 2018.

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Notícia da edição impressa de 19/01/2018. Alterada em 18/01 às 22h05min

Consumo e marcas como autoexpressão

Alex Pipkin
Recentes eventos sociais, políticos e econômicos permitem-nos refletir sobre o papel do consumo e a forma de uso de marcas icônicas globais. Marcas influenciam e são impactadas pelo cotidiano das pessoas. São recursos de mercado para autoexpressão, por exemplo, pelo engajamento em determinada causa. Os fluxos comunicacionais mesclaram as culturas. A tecnologia da informação gerou uma segregação dos processos de trabalho, levando as pessoas a se ressentirem da sensação de completude. Surgiu uma espécie de esvaziamento do senso de unidade social e cultural. A tensão entre Coreia do Norte e EUA, movimentos neonazistas e de extrema direita nos EUA, entre outros, nos impelem a um posicionamento. Pela proximidade, reagimos mais fortemente a situações nacionais, tais como a corrupção. Nesse contexto, nos apropriamos de marcas icônicas para que elas nos auxiliem no processo de construção e sinalização de quem somos ou queremos ser. Representam significados com os quais nos identificamos nesse mundo interconectado, ajudando-nos a resolver as contradições entre o "novo mundo" e aquilo que desejamos individualmente. As utilizamos como marcadores de nossa posição na hierarquia social e empregamos discursos e narrativas para significar, justificar e legitimar seu consumo. Igualmente, nos reapropriamos criativamente dessas marcas, misturando e combinando distintamente o global e o local para compor significados próprios e originais que expressam o nosso "ser no mundo". Individualmente e/ou em grupos, o consumo e forma de uso de marcas icônicas globais expressam o nosso propósito e, distintamente, nossa posição e voz.
Tal simbolismo nos auxilia a influenciar, modestamente, a construção de um mundo melhor para todos. É pouco, talvez, mas é um encetamento.
Professor da Unisinos e consultor empresarial
 
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