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Porto Alegre, quarta-feira, 17 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 18/01/2018. Alterada em 17/01 às 21h53min

Lugar de mulher é na política

Nilton Santos
No ano que passou, foram centenas de veiculações de comerciais dos partidos políticos, convidando as mulheres para concorrerem aos cargos eletivos nas próximas eleições. Podemos afirmar que a participação das mulheres é muito pequena nas eleições para o Parlamento gaúcho, pois, no passado, os partidos se preocupavam somente em cumprir a cota imposta pele lei eleitoral, que é de 30%.
Vejam só: na última eleição (2014), somente sete mulheres conquistaram cadeiras, posteriormente mais três suplentes assumiram, sendo que duas passaram à titularidade e a outra assumiu como secretária de Estado. Atualmente, nove deputadas estão no exercício da titularidade por oito partidos: Mirian Marroni, Stela Farias, Manuela D'Ávila, Silvana Covatti, Any Ortiz, Liziane Bayer, Juliana Brizola, Zilá Breitenbach e Regina Becker Fortunati, com uma legislatura formada por 55 parlamentares. Importante ressaltar, contudo, que, pela primeira vez nos 182 anos da Assembleia, uma mulher foi presidente da Casa, fato ocorrido em 2016 com a eleição de Silvana Covatti.
Voltando no tempo, encontramos a primeira mulher eleita para a Casa da Democracia em 1951, que foi a osoriense Suely Gomes de Oliveira, e que se reelegeu por várias vezes, permanecendo até 1975. Suely foi autora, em 1954, do primeiro Estatuto do Magistério Público Estadual. Depois em 1994, a primeira deputada com a maior votação da história do Rio Grande do Sul, com 209.833 votos: a apresentadora da RBS TV, Maria do Carmo Bueno - votação esta que só foi ultrapassada 20 anos depois pela eleição da então deputada federal Manuela d'Ávila, com 222.436 votos.
O importante é que as mulheres concorram a um cargo em outubro. No momento o estado conta com nove deputadas estaduais, duas federais e uma senadora da República. É a presença das mulheres nos Parlamentos. Fazendo uma paródia da canção de Benito di Paula, poderíamos dizer que "agora chegou a vez, vou votar/Mulher brasileira em primeiro lugar". Essa versão poderia até ser usada para uma campanha de conscientização do eleitorado em favor das candidatas. E sabemos que a política é o único caminho para transformar o Estado e o País. Mulheres na política, já!
Jornalista e cientista politico
 
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