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Porto Alegre, quarta-feira, 17 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 18/01/2018. Alterada em 17/01 às 23h16min

Moradores de rua: uma situação a ser enfrentada

Entristece aos porto-alegrenses ver, em esquinas e debaixo de marquises, pessoas morando na rua. Para alguns, pedir providências contra esta situação é "reação das elites insensíveis". Não, o que se quer é solução, assistência e apoio para que deixem estes locais, impróprios para elas e, às vezes, causando problemas aos moradores das proximidades.
Censo realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e divulgado no final de 2016 detectou 2.115 pessoas em situação de rua na Capital. Foi um aumento de 75,8% em relação a 2007, quando eram pouco mais de 1,2 mil na cidade. Agora, em 2018, a sensação é de que há mais gente nas ruas, muitos catando lixo para sobreviver da venda do material reciclável.
Percebe-se um fluxo migratório significativo entre essa população. Mudança também se verifica na distribuição territorial, diminuindo a permanência em praças e parques e aumentando, quase na mesma proporção, a permanência na perambulância pelas ruas.
Porém, permanece forte a concentração no Centro Histórico e arredores, tendo o Viaduto Otávio Rocha como situação emblemática deste problema.
A maioria dos moradores de rua sofre de algum tipo de problema de saúde, muitos utilizam drogas. Em relação ao gênero, manteve-se uma certa estabilidade, com a grande maioria de homens.
A escolaridade constitui-se, no Brasil, em fator preponderante para mobilidade social. A maioria não completou o Ensino Fundamental, incluindo os que se declararam analfabetos.
Lendas urbanas em alguns bairros falam que esse ou aquele maltrapilho é um antigo e renomado médico, talvez advogado ou mesmo político. Poucos sabem a verdade, mas existem figuras intrigantes mesmo.
Sem falar nos tais de "mendigos milionários", gente que tinha muito dinheiro e por razões sentimentais, depressão, desgosto com a vida ou a perda de ente querido acabou deixando tudo de lado e passou a viver nas ruas.
Verdade ou apenas fantasia, o fato é que temos sim pessoas demais vivendo nas ruas. Porto Alegre cresceu, são em torno de 1,5 milhão de pessoas, mas é perceptível a massa de sem-teto na cidade.
Felizmente, o número de crianças nas ruas caiu bastante. Agora é importante dar-lhes orientação e colocá-las em sala de aula, além do atendimento das demandas sociais. É com isso que se começa a diminuir a criminalidade de amanhã.
Há anos, entidades, ONGs e voluntários passaram a levar comida para servir essas pessoas que passavam por dificuldades. Alguns, no entanto, criticaram o modelo assistencialista, pois ajudaria a perpetuar uma situação que não era boa para os desassistidos. Entretanto, também é verdade que a fome não espera.
Mas há queixas do comércio e das pessoas que moram nos edifícios sob cujas marquises se instalam os moradores de rua, com as necessidades fisiológicas sendo feitas no entorno, deixando mau cheiro e sujeira.
O que se precisa, mesmo, é de solução definitiva. Então, com um plano global para os moradores de rua, não apenas aqueles localizados no Viaduto Borges de Medeiros, segundo é a meta da prefeitura, com apoio de vereadores, espera-se que a situação fique, pelo menos, reduzida a menos pessoas.
O ideal seria que ninguém mais morasse nas ruas. Mas, temos a crise e o desemprego que dificulta as soluções.
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