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Porto Alegre, segunda-feira, 15 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 16/01/2018. Alterada em 15/01 às 21h56min

Mais razão e menos paixão na política

Mateus Bandeira
A economia finalmente dá sinais de revitalização. Parafraseando Charles Dickens, isso é bom, isso é ruim. É bom, pois chega de recessão. É ruim, porque pode mascarar entraves ao crescimento consistente e duradouro. Sem esperança, tendemos a nos apegar à paixão. Ao predominar sobre a razão, esse sentimento toma conta da alma e da política. Apesar de fermento dos romances, é mau conselheiro da vida pública.
Em artigo, o ex-ministro Roberto Brant expõe umas dessas falsas dicotomias: combater a corrupção ou consertar o Estado falido? Essa "versão alternativa", ressalta o autor, enquadra a corrupção como causa principal de todos os nossos problemas. Trata-se de um enorme engano. O crescimento inercial do custeio, os privilégios de grupos minoritários, a hipertrofia do setor público e as amarras à livre iniciativa são entraves à parte.
Não têm origem em ações de má-fé, mas são resultados de um conceito falido de Estado. Preservar a razão está entre os maiores desafios da política. Preceitos da iniciativa privada - como o equilíbrio fiscal - se diluem na gestão pública.
Aliada a premissas irrefletidas, a paixão nos coloca na contramão do bom senso. Caso persevere no combate à corrupção, a Lava Jato pode significar um avanço marcante. Mas não são juízes e procuradores que, sozinhos, vão nos tirar do atoleiro. A solução passa por análises sóbrias da realidade e da construção de maiorias para as reformas necessárias. É por meio da política, com toda sua legitimidade, que o País encontrará o seu caminho. Razão e política são os remédios ao nosso alcance. Com a primeira, definimos os fatos. Com a segunda, buscamos as soluções.
Ex-CEO da Falconi, ex-presidente do Banrisul e ex-secretário do Planejamento do Estado
 
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