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Porto Alegre, quarta-feira, 31 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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Estados Unidos

Notícia da edição impressa de 01/02/2018. Alterada em 31/01 às 23h08min

Trump diz que vai manter prisão de Guantánamo

Atualmente, presídio em Cuba abriga 41 detentos acusados de terrorismo

Atualmente, presídio em Cuba abriga 41 detentos acusados de terrorismo


/MLADEN ANTONOV/AFP/JC
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que irá manter aberta a prisão de Guantánamo, que deixou de receber detentos durante o governo de Barack Obama. O anúncio ocorreu na noite de terça-feira, no primeiro discurso sobre o Estado da União de Trump, tradicional prestação de contas do presidente ao Congresso.
"Terroristas devem ser tratados como os terroristas que são", afirmou Trump. Ele assinou a ordem executiva que determina a manutenção do presídio, bem como a revisão das políticas prisionais do país, minutos antes de ir ao Capitólio para o evento.
A controversa prisão em Cuba abriga detentos acusados de terrorismo e foi inaugurada em 2002, pelo então presidente George W. Bush, após os atentados de 11 de Setembro. Autoridades norte-americanas admitiram o uso de tortura contra os detentos - o que foi combatido por Obama e defendido por Trump durante a campanha eleitoral. "Complacência e concessões só atraem agressão e provocação. Não repetirei os erros de administrações passadas", declarou o republicano.
Desde que assumiu o governo, Trump interrompeu o esvaziamento de Guantánamo e deixou de transferir presos para outros países, como vinha fazendo a administração Obama. Atualmente, 41 homens permanecem detidos na ilha.
O presidente também reafirmou a continuidade da guerra contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria, e disse que "há muito trabalho a ser feito". Trump ainda fez duras críticas à Coreia do Norte e afirmou que não há "regime ditatorial mais cruel" do que o comandado por Kim Jong-un. 

Republicano apresenta pilares de seu plano de reforma imigratória

No discurso sobre o Estado da União, o presidente Donald Trump apresentou o seu plano de reforma imigratória, afirmando que os quatro pilares da medida atendem a requisitos da situação e da oposição e que deve ser a base de um projeto de lei a ser apreciado pelo Congresso em breve.
Os pilares do plano de Trump incluem a cidadania para 1,8 milhão de jovens imigrantes levados ilegalmente aos EUA ainda crianças, conhecidos como "dreamers"; o muro na fronteira com o México; e o fim do programa de loteria de vistos e da migração em cadeia. Os quatro princípios já haviam sido adiantados pela imprensa norte-americana na semana passada. De acordo com o presidente, sem a loteria de vistos e a migração em cadeia, dois ataques terroristas que ocorreram nos EUA no ano passado teriam sido evitados.
O movimento de Trump vem na esteira de um impasse em torno do plano. Na semana passada, a Casa Branca divulgou as premissas do projeto, mas não obteve grande apoio da oposição, principalmente por restringir a imigração familiar ao acabar com o programa de migração em cadeia. O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, fez diversas críticas ao projeto ao dizer que Trump usa os "dreamers" como "ferramenta para destruir nosso sistema legal de imigração e adotar a lista de desejos que os defensores da lei anti-imigração defendiam durante anos".
Sem um acordo na questão imigratória até 8 de fevereiro, os democratas prometem paralisar novamente o governo até que um acordo para resolver o assunto seja alcançado. Durante esse momento do discurso, parlamentares da oposição não aplaudiram o presidente. 
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