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Porto Alegre, segunda-feira, 22 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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Estados Unidos

Notícia da edição impressa de 23/01/2018. Alterada em 22/01 às 20h29min

Embaixada norte-americana em Jerusalém abrirá até o fim de 2019

Palestinos protestaram contra a visita do vice-presidente dos EUA

Palestinos protestaram contra a visita do vice-presidente dos EUA


/JAAFAR ASHTIYEH/AFP/JC
O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, afirmou, ontem, que o país irá abrir sua embaixada em Jerusalém no final de 2019, medida que antes foi estimada para ocorrer em três ou quatro anos. Em discurso no Parlamento de Israel, Pence defendeu a decisão do governo norte-americano de reconhecer Jerusalém como capital do país, que foi condenada pela maior parte da comunidade internacional.
Segundo o vice de Donald Trump, o governo irá avançar com o plano de transferir a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém até o fim do ano que vem. Israel anexou a parte oriental de Jerusalém na Guerra dos Seis Dias, em 1967, medida declarada ilegal pela Corte Internacional de Justiça. Os palestinos consideram a parte da cidade como capital de um futuro Estado.
Pence começou ontem sua viagem por Israel com um encontro com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Em sua primeira fala no país, o norte-americano afirmou ser uma honra "estar na capital de Israel, Jerusalém". Na sequência, o premiê agradeceu a decisão do presidente Donald Trump de reconhecer a cidade como capital israelense e afirmou que a aliança entre os dois países nunca esteve tão forte.
A decisão norte-americana, apoiada por Netanyahu, foi anunciada em dezembro e irritou os palestinos. Outros países aliados dos norte-americanos na região, como a Jordânia e a Arábia Saudita, também criticaram a medida. Isso fez com que o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, decidisse cancelar o encontro que teria com Pence durante a viagem - assim, o vice-presidente não irá se encontrar com palestinos.
Além de Netanhyahu, Pence se encontrou, também, com soldados israelenses e com diplomatas dos dois países. Ele fez um discurso no Knesset, o Parlamento israelense, na noite de ontem. O principal partido árabe da casa anunciou que boicotaria o discurso. Líder do grupo, Ayman Odeh, afirmou que a sigla não irá servir de cenário ao norte-americano, a quem chamou de um "racista perigoso".
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